Review Alex Kidd in Miracle World DX | Remake é ótimo passatempo nostálgico

Review Alex Kidd in Miracle World DX | Remake é ótimo passatempo nostálgico

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 23 de Junho de 2021 às 09h50
Felip

Lançado em 1986, Alex Kidd in Miracle World foi o primeiro game da franquia Alex Kidd, que nos brindou com jogos maravilhosos para Master System e Mega Drive posteriormente. Desde o título de estreia, tudo sempre foi muito simples e sem mistério, com uma jogabilidade fácil de ser aprendida e fases extremamente dinâmicas, que fazem com que o jogador queira passar uma a uma sem uma única pausa.

E o mérito do remake Alex Kidd in Miracle World DX é justamente este: trazer para os dias atuais toda aquela diversão dos anos 1980 e 1990, mas com uma aparência completamente nova, muito mais atraente, e com controles aprimorados, o que, certamente, deixou tudo ainda mais interessante.

Alex Kidd in Miracle World DX é uma viagem no tempo imediata e uma ótima opção de passatempo com doses de nostalgia.

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Tudo flui naturalmente

O trabalho da Merge Games com Alex Kidd in Miracle World DX foi primoroso. O estúdio conseguiu trazer toda a jogabilidade da época dos 8 bits para o remake, porém com melhorias óbvias nos controles. Ao controlar Alex, temos as opões de ataque curto, com seu famoso soquinho; ou à distância, quando colhemos um anel que lhe garante poderes. Pular em cima dos inimigos pode ser tentador, já que as fases lhe proporcionam isso, mas vai te eliminar em um instante.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

Algo que foi corrigido da versão de demonstração e que está bem melhor no jogo final é justamente o ataque de Alex. Durante os testes com o game inacabado, muitas vezes morríamos ao tentar eliminar os inimigos com os socos, algo que, dessa vez, foi bem diferente.

Depois de dominar os controles, passar pelas fases é algo natural. Houve estágios em que não precisamos sequer eliminar qualquer inimigo. E tão logo corríamos em meio aos obstáculos e blocos destrutivos, alcançar a recompensa, que, no nosso caso, era um hambúrguer (você pode escolher nos menus), era questão de segundos.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

Há, porém, um certo nível de desafio em alguns momentos. A diferença do game dos anos 80, porém, é que se acabarem suas vidas, você retoma da mesma fase em que parou e no lugar onde morreu, sem a necessidade de percorrer todo o jogo de novo. Mas, se você estiver achando muito difícil, basta ir aos menus e ativar as vidas infinitas.

Novos modos de jogo

Alex Kidd in Miracle World DX tem um bom conteúdo se pensarmos que se trata de um remake de um jogo já muito simples. Para dar mais "motivos" aos jogadores, a Merge Games trouxe dois novos modos de jogo: o Clássico e o Desafio dos Chefões, que é desbloqueado ao finalizar o game.

Imagem: Felipe Ribeiro/ Canaltech

No Clássico, como o próprio nome diz, jogamos com as regras do game dos anos 1980 e, caso você também queira, com a aparência, já que, com o toque de um botão, é possível deixar os gráficos pixelados e com sprites, tal qual acontecia nos 8 bits. A diferença, claro, fica na jogabilidade, que está melhor do que no Master System.

Já no Desafio dos Chefões, você encara séries infinitas de Jan Ken Pon (pedra, papel e tesoura) contra os chefes do game, que são muito bem caracterizados, diga-se de passagem.

Beleza nostálgica

Como o pessoal da Jankenteam e da Merge Games não teve acesso ao jogo original e a seu código-fonte, tudo teve que ser feito com base em emulações. Ou seja, no olhômetro. Mas isso não impediu o estúdio de trazer aos fãs e novos jogadores um game belíssimo, extremamente bem desenhado e com animações perfeitas. Nada de comparações com o clássico dos anos 1980, por aqui. A trilha sonora, embora repetitiva, também foi muito bem adaptada.

Em termos de fluidez e desempenho, nada a reclamar. Aproveitamos o jogo tanto no PC quanto em um Xbox Series S, e o resultado foi bem parecido, já que se trata de um jogo extremamente simples. A diferença, no caso do console da Microsoft, é que o Auto HDR se fez presente, mesmo que sem muita utilidade, já que é um game em 2,5D.

Conclusão

Alex Kidd in Miracle World é um jogo para ser desfrutado em poucas horas e várias vezes durante uma semana, mês ou ano. A Merge Games conseguiu trazer toda a nostalgia dos anos 1980 em um game mais bonito e "jogável", já que temos boa parte do desafio antigo, mas com controles mais precisos.

Se você tiver um filho ou filha e quiser sentar com ele no sofá e aproveitar por alguns momentos, esse é o jogo ideal.

Alex Kidd in Miracle World DX está disponível para Xbox One, Xbox Series X e S, PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC. No Canaltech, o game foi avaliado graças a uma cópia para PC que foi gentilmente cedida pela Jankenteam.

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