AirPods 3 deve manter Apple no topo do mercado de fones sem fio, prevê relatório

Por Diego Sousa | Editado por Wallace Moté | 05 de Maio de 2021 às 10h10
Canaltech

O lançamento do AirPods 3, previsto para o segundo semestre deste ano, deve manter a Apple no topo do mercado de fones de ouvido sem fio em 2021, previu um novo relatório divulgado pela consultoria de mercado Counterpoint Research. A estimativa é que a Maçã comercialize 84 milhões de fones este ano, pouco mais de um quarto do total previsto para o período.

"O mais esperado é o lançamento do AirPods 3, o primeiro em dois anos. A previsão é de que ele seja um dos maiores impulsionadores do crescimento do mercado de fones True Wireless Stereo Handset (TWS) do quarto trimestre de 2021 até o próximo ano", disse Liz Lee, um dos analistas sênior da Counterpoint.

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Com a retomada do comércio e o início da vacinação contra a COVID-19 em muitos países, principalmente na China, espera-se que o segmento de fones de ouvido sem fio este ano cresça 33% em relação à 2020, com a comercialização de 310 milhões de dispositivos — para comparação, ano passado foram vendidos 233 milhões segundo relatório da empresa.

Somente a Apple deve ficar responsável por 27% de participação de mercado durante o ano, muito disso por conta da lealdade dos seus consumidores, apontou Liz Lee. No entanto, sua liderança folgada deve sofrer uma leve enxugada com a briga de inúmeras fabricantes pelos primeiros lugares do segmento, como Xiaomi, Samsung e JBL.

Mercado de fones de ouvido em 2020 (esquerda) e 2021 (direita, previsão) (Imagem: Reprodução/Counterpoint Research)

Aparentemente, o que deve conduzir o segmento de fones em 2021 — e enxugar um pouco o market share da Apple — serão os modelos mais acessíveis e, digamos, intermediários, devido à desaceleração econômica em muitos países, inclusive o Brasil. É fato que os fones de ouvido da Maçã, principalmente aqui no mercado brasileiro, são relacionados a luxo por conta dos preços acima de R$ 1.000.

No entanto, ainda se espera que o foco do mercado mude gradualmente para os segmentos mais premium à medida que mais países fortalecerem a vacinação e mais pessoas possam sair de casa.

Fonte: Counterpoint Research  

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