SpaceX identifica o problema no foguete Falcon 9 que atrasou a missão Crew-1

Por Danielle Cassita | 29 de Outubro de 2020 às 14h45
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Em outubro, a NASA precisou adiar o lançamento da missão Crew-1, a primeira missão operacional da agência com a SpaceX, devido a problemas no foguete Falcon 9. Além disso, o lançamento de um satélite também foi abortado a poucos segundos antes da decolagem devido a um problema. Agora, a NASA e a SpaceX identificaram que havia resíduos de uma substância nos motores, que já estão sendo substituídos.

Segundo informações de Hans Koenigsmann, vice-presidente de construção e confiabilidade de voo da SpaceX, a anomalia que causou o aborto automático a poucos segundos do lançamento do Falcon 9 com o satélite Sentinel-6 foi causada por um resíduo de “laca de máscara”, um produto semelhante a esmalte de unhas que bloqueou uma válvula no gerador de gás do motor e possivelmente ficou lá após a construção do componente. O aborto de última hora ocorreu automaticamente depois da ativação precoce dos motores, que poderia ter danificado o hardware dos componentes.

O lançamento do Falcon 9, que levaria o satélite GPS 3, foi abortado no início de outubro (Imagem: Reprodução/NASA)

Essa substância pode ser removida com um fluido de limpeza e, para ele, talvez tenha acontecido alguma mudança justamente nessa etapa — pode ser que a equipe responsável utilizou menos fluido e não conseguiu remover completamente a laca. "Tenho certeza de que não vai acontecer mais", disse. Depois de remover o produto que bloqueava a válvula, os motores funcionaram normalmente. Segundo a empresa, a laca foi encontrada principalmente nos motores que foram construídos recentemente, não nos que já foram para missões no espaço.

Agora, a SpaceX está substituindo dois dos nove motores do primeiro estágio do Falcon 9 para a missão Crew-1, que apresentaram o mesmo problema. "Dois ou três dias são suficientes para tirá-los", disse Koenigsmann sobre a troca dos motores. “Depois, precisamos de mais dois ou dias para colocá-los de volta”. O lançamento ficou marcado para 14 de novembro e levará o comandante Mike Hopkins, o piloto Victor Glover e a especialista de missões Shannon Walker, todos da NASA , além de Soichi Noguchi, astronauta veterano da agência espacial japonesa JAXA para uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional.

A tripulação da Crew-1 (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Entretanto, a missão Crew-1 não será lançada até se passarem alguns dias desde o lançamento do satélite Sentinel-6. Devido à substituição dos motores, a NASA irá verificar como será o lançamento do satélite antes de decidir se os astronautas realmente irão voar com o foguete Falcon 9, e não confirmou se um possível atraso do lançamento do Sentinel-6 poderá significar também um atraso para a Crew-1.

Se o lançamento ocorrer em 14 de novembro, haveria a vantagem do alinhamento da órbita do laboratório orbital com a oportunidade do lançamento, que permitiria que a acoplagem da nave ocorresse a aproximadamente 8,5 horas após o lançamento. Caso seja adiado para o dia 15, por exemplo, a nave Crew Dragon levaria 27,5 horas para se acoplar à estação.

Fonte: SpaceNews, SpaceflightNow, The Verge

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