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Sonda flagra lago de lava liso como vidro em lua de Júpiter

Por| Editado por Luciana Zaramela | 22 de Abril de 2024 às 12h39

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NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS
NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

A sonda Juno, da NASA, fez novos sobrevoos pela lua Io e capturou imagens incríveis. O satélite natural de Júpiter é o mundo mais vulcanicamente ativo em nosso Sistema Solar, e os dados obtidos durante a visita estão surpreendendo os cientistas.

Os sobrevoos aconteceram em dezembro do ano passado e em fevereiro, levando a Juno a apenas 1.500 km da superfície de Io. “Io é simplesmente repleta de vulcões, e flagramos alguns deles em ação”, descreveu Scott Bolton, investigador principal da Juno. Ele destacou também que o sobrevoo permitiu que a Juno capturasse vários dados sobre Loki Patera, um lago de lava com 200 km de comprimento.

"Há detalhes incríveis que mostram essas ilhas malucas, embutidas no meio de um lago de magma potencialmente cercado de lava quente. O reflexo especular que nossos instrumentos registraram do lago sugere que partes da superfície de Io são lisas como vidro, lembrando o vidro obsidiano criado vulcanicamente na Terra”, descreveu.

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Com os dados obtidos, os membros da missão produziram animações incríveis das formações existentes nesta lua. Uma mostra uma grande montanha por lá, e outra traz a superfície do lago de lava esfriando, com aparência lisa e refletiva. 

Confira:

Durante a visita, a Juno também coletou informações sobre os polos de Júpiter, que mostraram diferenças nos ciclones polares no norte do planeta.

"[A variação] é claramente visível em imagens de infravermelho e de luz visível, mas sua assinatura de micro-ondas não é nem de longe tão forte quanto a de outras tempestades próximas", acrescentou Steve Levin, cientista de projeto da Juno. "Isso nos diz que sua estrutura deve ser muito diferente desses outros ciclones”, sugeriu.

Os membros da missão também tentaram aprender mais sobre a presença da água em Júpiter. Claro, eles não estão procurando lagos e rios por lá — até porque Júpiter é um planeta gasoso, sem superfície —, mas sim por moléculas de oxigênio e hidrogênio. O estudo segue os passos de outro iniciado pelo orbitador Galileo, da NASA.

Ainda há várias perguntas sem resposta sobre a formação de Júpiter, e para tentar encontrá-las, os cientistas se voltam para os dados da Juno. A sonda vai sobrevoar o gigante gasoso novamente em 12 de maio, coletando informações que podem ajudar nesta busca.

Fonte: NASA