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Sonda encontra “aranhas” na região polar de Marte; saiba o que são

Por| Editado por Luciana Zaramela | 25 de Abril de 2024 às 18h23

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ESA/TGO/CaSSIS
ESA/TGO/CaSSIS

Novas fotos de Marte capturadas pelas sondas da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram a superfície do planeta repletas de estruturas escuras e ramificadas, com formato que lembra o das aranhas. Se você não é um grande entusiasta dos aracnídeos, não se preocupe: as “aranhas marcianas” são simplesmente erupções de dióxido de carbono, o CO2. 

Até o momento, não foram encontradas evidências de vida em Marte, e as novas fotos das sondas Mars Express e Traces Gas Orbiter não mudam isso. Na verdade, elas mostram uma região conhecida como Cidade Inca, encontrada no polo sul do planeta. 

É ali que estão os aglomerados de estruturas escuras repletas de ramificações. Elas são canais gasosos que nascem quando o clima do hemisfério sul marciano começa a esquentar com a chegada da primavera, derretendo o dióxido de carbono congelado. O calor faz com que as camadas inferior de gelo sofram sublimação, tornando-se gasosas.

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Conforme o gás se expande e sobe, ele explode para fora das camadas de gelo e leva consigo a poeira escura da superfície. Depois, os jatos de poeira escapam do gelo e caem novamente na camada superior, criando os padrões registrados nas fotos. Os canais ali medem de 45 metros a 1 quilômetro.

Já Cidade Inca, também chamada de Angustus Labyrinthus, é uma área formada por fendas lineares. No passado, os cientistas pensaram se tratar de dunas petrificadas ou de geleiras marcianas antigas, que talvez tivessem deixado para trás paredes altas de sedimentos. 

A Mars Orbiter mostrou que não é o caso. Dados da sonda revelaram que a Cidade Inca faz parte de uma estrutura circular que talvez seja uma antiga cratera de impacto — e, se este for o caso, então as fendas geométricas podem ter relação com fluxos de magma que se espalharam pela superfície.

O magma teria aquecido a crosta marciana, que foi atingida por uma rocha espacial. Ao fim do processo, a cratera foi preenchida por sedimentos que sofreram erosão, e revelaram parcialmente as formações que lembram ruínas de civilizações antigas.

Fonte: ESA