Rússia vai levar cargas e astronautas à ISS em menos tempo a partir de 2023

Rússia vai levar cargas e astronautas à ISS em menos tempo a partir de 2023

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 08 de Fevereiro de 2022 às 16h54
Space_Station/Twitter

A agência espacial russa Roscosmos quer tornar as viagens para Estação Espacial Internacional (ISS) mais rápidas a partir de 2023. O objetivo é que as naves Progress, e Soyuz cheguem à ISS em apenas uma órbita — cerca de duas horas após o lançamento.

A Roscosmos informou que a Rocket and Space Corporation Energia, um braço da agência, está desenvolvendo desde novembro do ano passado uma patente para tornar as viagens para a ISS curtas, reduzindo a média atual de seis horas de viagem para apenas duas.

Nave russa Progress observada da ISS (Imagem: Reprodução/Reprodução/Roscosmos/Twitter)

Alguns elementos da nova patente já começaram a ser testados durante voos de carga com a nave Progress MS-17, realizadas em junho e julho do ano passado. Embora a Roscosmos não tenha fornecido detalhes, espera-se que novos testes sejam realizados em junho desse ano com a Progress MS-20.

O esquema de órbita única para a ISS, portanto, deve ser implementado a partir de 2023. Vale lembrar que a Roscosmos já reduziu os tempos de viagem de cargas com a Progress em 2012 e com a nave tripulada Soyuz, em 2013, ambas chegando à ISS em apenas quatro órbitas — ou seis horas.

Nave Soyuz estacionada na ISS. Até agora, oito naves russas utilizaram o esquema de duas órbitas (Imagem: Reprodução/Domínio público)

Segundo a agência, o tempo de viagem curto permitiu que os cosmonautas se acostumassem com os fatores adversos, como a ausência de peso. Em 2018 e 2020, respectivamente, as naves Progress e Soyuz foram autorizadas a transportar cargas e pessoas à ISS em apenas duas órbitas (cerca de três horas).

Até o momento, o voo tripulado mais rápido para a ISS foi realizado pela espaçonave Soyuz MS-17, que entregou a tripulação em pouco mais de três horas após o lançamento, em outubro de 2020.

Fonte: Roscosmos, Via Space.com

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