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Quanto tempo resta até anéis de Saturno desaparecerem?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 05 de Maio de 2023 às 11h42

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NASA/JPL-Caltech/SSI
NASA/JPL-Caltech/SSI

Os anéis de Saturno estão desaparecendo e não se sabe quanto tempo ainda resta para eles. Os astrônomos já sabem desde a década de 1980 que os fragmentos que formam os anéis mais internos estão mergulhando na atmosfera do planeta, como se fossem parte de uma chuva, mas o que não está claro é o ritmo em que este processo está acontecendo. Felizmente, o telescópio James Webb pode ajudar a solucionar este mistério.

Os anéis mais internos de Saturno, formados por fragmentos congelados, estão descendo lentamente para atmosfera superior do planeta por meio de tal chuva, que é tão intensa que poderia facilmente encher uma piscina olímpica a cada dia. “Ainda estamos tentando descobrir a velocidade com que [os anéis] estão sofrendo erosão”, disse James O'Donoghue, cientista planetário.

Ele vai liderar uma campanha de estudos com foco em quanto tempo os anéis vão durar. A iniciativa vai contar com o telescópio espacial James Webb e com o observatório W. M. Keck, no Havaí; juntos, eles vão monitorar a chuva dos anéis ao longo de uma estação em Saturno, que dura sete anos terrestres.

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Segundo James, as pesquisas atuais indicam que os anéis devem seguir ao redor de Saturno por mais algumas centenas de milhões de anos. Já os dados enviados pela sonda Cassini, que atravessou os anéis durante seu mergulho final na atmosfera saturniana em 2017, mostraram que chovem entre 400 kg e 2.800 kg de partículas a cada segundo; neste ritmo, os anéis podem levar 300 milhões de anos para desaparecer.

Por outro lado, há estimativas que apontam que os anéis podem acabar desintegrados em 100 milhões de anos, mas também há a possibilidade de que durem 1,1 bilhão de anos. “No momento, temos apenas uma estimativa muito ampla, e queremos mais observações para reduzir este alcance do fluxo [de partículas]”, explicou ele.

Os dados atuais mostram que as partículas do anel são afetadas por rochas espaciais e pela radiação do Sol e ficam presas ao campo magnético de Saturno; depois, as partículas descem ao planeta pela ação da gravidade. Ao longo de sua órbita, Saturno e seus anéis se aproximam e se afastam do nosso astro; estas mudanças na radiação também podem afetar as camadas internas dos anéis do planeta, afetando a quantidade de partículas perdidas.

“Suspeitamos que, quando os anéis estão alinhados na lateral com o Sol, a chuva dos anéis desacelera”, propôs ele. “E, quando eles estão inclinados de frente para o Sol, o fluxo da chuva vai aumentar”, explicou. Para entender melhor este e outros processos, o Webb e o observatório Keck vão coletar medidas das emissões de uma molécula de hidrogênio na atmosfera superior do planeta.

As medidas dela apresentam um pico quando uma pequena quantidade de partículas congeladas dos anéis do planeta descem para a atmosfera, mas diminui durante a chuva. Então, ao medir as mudanças nas emissões de hidrogênio durante uma estação, eles podem descobrir a quantidade perdida de material dos anéis e, assim, determinar quanto tempo resta para eles.

Fonte: University of Reading, Space.com