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Quantas galáxias além da Via Láctea existem no universo?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 01 de Dezembro de 2022 às 12h58

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Howard Trottier
Howard Trottier

Você já se perguntou quantas galáxias existem no universo, além da Via Láctea? Determinar a quantidade exata delas não é uma tarefa simples, porque além de ser impossível contá-las individualmente, há ainda as limitações técnicas dos instrumentos usados nas observações. Mas, apesar das variações nas estimativas dos especialistas, eles acreditam que existam entre 100 e 200 bilhões de galáxias no universo observável, formadas por bilhões de estrelas.

Muito deste número se deve às observações do telescópio espacial Hubble, lançado em 1990. Ao longo de suas operações, o telescópio recebeu uma série de atualizações em seus instrumentos, que renderam resultados impressionantes: ao longo de 10 horas de observação em 1995, o Hubble encontrou 3 mil galáxias, naquela que era a imagem mais distante do universo na época.

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Já em 2012, após uma série de atualizações em seus instrumentos, os cientistas usaram o Hubble novamente para observar uma região da constelação Fornax, a Fornalha, com tamanho da cabeça de um alfinete, que tinha proporcionado a imagem de campo ultra profundo em 2004. Porém, nas novas observações, o telescópio revelou cerca de 5.500 galáxias. Portanto, se uma área tão pequena contém milhares de galáxias, é fácil imaginar que existam centenas de milhões delas no universo.

Afinal, quantas galáxias existem no universo?

O Hubble revelou cerca de 100 bilhões de galáxias ao longo de suas operações. Entretanto, vale destacar que este número não é definitivo, e que ele aumenta conforme novos estudos são realizados. Em 2016, por exemplo, uma análise que considerou também as galáxias primordiais sugeriu um total de 2 trilhões de galáxias existentes no universo.

É importante ter em mente que estas estimativas representam o número de galáxias cuja existência é inferida a partir das capacidades dos telescópios atuais. Então, se instrumentos mais poderosos forem usados durante períodos maiores de observação, até aquelas com brilho mais fraco podem ser encontradas, ampliando a quantidade de galáxias conhecidas.

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Além disso, a estimativa foi feita com base no universo observável. Este conceito descreve uma espécie de "esfera" com raio de 13,8 bilhões de anos, que limita o que pode ser observado, mas não o que existe nela desde o Big Bang. Na prática, os astrônomos observam somente a luz das galáxias que teve tempo para nos alcançar, o que não significa que sejam somente elas que existam.

Galáxias além da Via Láctea

Existem galáxias espirais, galáxias anãs, entre outros tipos variados. Além das diferentes classificações e tamanhos, elas têm algo em comum: as galáxias não estão sozinhas em suas redondezas no universo. A Via Láctea, por exemplo, faz parte do chamado Grupo Local, lar de mais de 50 outras galáxias e, sozinho, o Grupo Local chega a quase 100 vezes o diâmetro do disco da Via Láctea.

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Assim, a maioria das mais de 100 bilhões de galáxias existentes estão agrupadas em estruturas diversas; elas podem ser encontradas em aglomerados e até em superaglomerados, estruturas com milhares delas. Mesmo com a expansão do universo, que faz com que elas se afastem entre si, a gravidade mantém menores quantidades de galáxias unidas.

Claro que as estimativas de quantas galáxias existem no universo são interessantes, mas os astrônomos também estudam as galáxias por outros motivos. Por exemplo, como elas representam como a matéria estava organizada em grandes escalas quando o universo se formou, podem revelar processos de formação cósmica.

Felizmente, o telescópio James Webb é um aliado importante nos estudos das galáxias, capaz de ajudar a refinar tanto a quantidade delas quanto os processos de evolução e formação. Como foi projetado para realizar observações na luz infravermelha, o Webb poderá encontrar galáxias antigas, nascidas na "infância" do universo.