Programa Artemis: Europa conclui planos para ajudar astronautas a chegarem à Lua

Programa Artemis: Europa conclui planos para ajudar astronautas a chegarem à Lua

Por Daniele Cavalcante | 13 de Outubro de 2020 às 17h50
NASA

O objetivo de levar a humanidade de volta à Lua até 2024 é ambicioso, e a NASA reconhece que a agenda é bastante curta, mas a agência espacial estadunidense não está sozinha nesse desafio. Há uma série de parceiros internacionais, como é o caso da Agência Espacial Europeia (ESA). Eles ajudarão na concepção dos planos e na construção de um dos elementos fundamentais da missão, que é a estação lunar Gateway — e a ESA já concluiu sua parte do planejamento.

Entretanto, a ESA anunciará os planos em detalhes ao longo desta semana, então teremos que esperar um pouco para saber mais. Porém, já sabemos de alguns dos projetos que ficaram aos cuidados da agência europeia, tais como os planos de construção dos alojamentos da tripulação que estará a bordo da Gateway. Também está a cargo da ESA a fabricação das unidades de energia e propulsão da Orion, a nave espacial que efetivamente levará os astronautas para a Lua, e a construção de uma unidade de comunicação e reabastecimento chamada Esprit.

Agora que os planos estão concluídos, em breve os contratos finais com as empresas aeroespaciais europeias serão assinados e anunciados no Congresso Internacional de Astronáutica, o que também deve acontecer nos próximos dias. Entre as empresas que conversaram com a ESA para ajudar na construção dessas tecnologias, estão a PTScientists, que deve fornecer serviços para toda a missão (planejamento científico, desenvolvimento de naves, robôs e foguetes, criação de softwares e de sistemas de comunicação) e a Airbus, que construirá módulo de serviço europeu que levará astronautas da NASA à Lua.

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Conceito de módulo lunar do Programa Artemis (Imagem: Nasa)

De acordo com David Parker, chefe de robótica da ESA, “as decisões foram tomadas e agora o espaçoporto lunar está encaminhado”. Isso significa que todas as partes parecem contentes com os termos apresentados e aguardam apenas a formalização do contrato para começar o trabalho de projetar e construir as tecnologias. "É um prazo desafiador, mas estamos prontos para ele", concluiu Parker, informando também que os primeiros grupos de astronautas que chegarão à Lua provavelmente incluirão um europeu. Tim Peake, astronauta britânico da ESA que passou seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS) já demonstrou interesse.

Parker comparou a Lua com um "museu" e falou sobre a importância das novas missões lunares. "A Lua [...] é um museu astronômico que vem absorvendo a história de nosso Sistema Solar por mais de 4 bilhões de anos. Quando fomos lá com a [missão] Apollo, basicamente fomos à loja de presentes do museu, pegamos alguns souvenirs e voltamos para casa. Agora vamos explorá-lo adequadamente". Entre os objetivos do programa Artemis, que usará o Gateway para realizar pesquisas científicas, será explorar o polo sul da Lua em busca de água congelada.

A NASA e suas parceiras internacionais esperam que até o final da década os astronautas já estejam totalmente estabelecidos na Lua, com uma base para garantir a permanência sustentável de seres humanos por lá. "Até lá, teremos 30 anos trabalhando na Estação Espacial Internacional. Voltaremos à Lua durante esta década e passaremos de 15 a 20 anos fazendo tudo o que precisa ser feito para explorar a Lua", disse Parker. "Então podemos pensar no próximo passo: ir para Marte".

Fonte: The Guardian

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