NASA define as primeiras pesquisas que acontecerão na estação lunar Gateway

Por Daniele Cavalcante | 12 de Março de 2020 às 19h20
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A NASA anunciou a escolha das duas primeiras pesquisas científicas que farão parte da estação Lunar Orbital Platform - Gateway, que ficará na órbita da Lua para auxiliar as missões Artemis. Juntos, os instrumentos selecionados vão observar o clima espacial e monitorar como o ambiente é afetado pela radiação solar.

O primeiro deles é um pacote de instrumentos que monitoramento de radiação, construído pela Agência Espacial Europeia (ESA). Ele ajudará os pesquisadores a encontrarem meios de manter os astronautas em segurança, observando a exposição à radiação na órbita da Gateway.

Enquanto isso, o outro conjunto de instrumentos construído pela NASA observará partículas solares e o vento solar. Ele será capaz de reunir dados sobre esses fenômenos e ajudará a capacidade de os cientistas preverem eventos provenientes do Sol que podem afetar nossos astronautas na Lua e ao redor dela, assim como em futuras missões a Marte.

Thomas Zurbuchen, administrador associado de ciências da NASA, explica que “esse conjunto de instrumentos nos ajudará a observar as partículas e a energia que nossa estrela emite - e mitigar os riscos para os astronautas na Lua e, eventualmente, em Marte”. Ele ainda afirma que “também aprenderemos como melhorar a previsão do clima espacial onde quer que a Geração Artemis viage para além da Terra”.

Quando estiver na órbita da Lua, a Gateway será ocupada periodicamente por grupos de astronautas, mais ou menos como acontece na Estação Espacial Internacional (ISS) - com a diferença que as pesquisas por lá serão todas voltadas para auxiliar os planos de exploração lunar da NASA. A estação foi construída em parceria entre a agência espacial e empresas comerciais, como a Maxar Technologies e a Northrop Grumman.

Conceito da nave de propulsão que será usada para a construção da Gateway (Imagem: NASA)

Agências de outros países também estão dialogando com a NASA para fornecer apoio à construção e operação da Gateway. São elas a ESA, a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA) e a Agência Espacial Canadense (CSA). Jim Bridenstine, administrador da NASA, disse que "os Estados Unidos estão liderando um retorno à Lua e, desta vez, estamos levando toda a humanidade conosco para explorar a longo prazo e nos preparar para Marte".

Planos ainda incertos

O papel completo da estação lunar Gateway, no entanto, parece ainda estar incerto. Embora as pesquisas científicas que acontecerão por lá já estejam sendo selecionadas, outras funções planejadas para a estação ainda estão sendo discutidas. É que o plano original da NASA incluía o uso de diferentes foguetes comerciais para enviar à Gateway os componentes do módulo de pouso humano que será usado para levar os novos astronautas à superfície da Lua.

Esses componentes seriam então deixados a bordo da estação lunar para serem montados. Depois, quatro astronautas seriam lançados para a estação e, de lá, dois deles viajariam para a Lua usando esse módulo de pouso, enquanto outros dois permaneceriam em órbita, dentro da estação.

Mas Doug Loverro, novo chefe de voo espacial da NASA, analisou recentemente o plano e disse aos funcionários da agência que tinha "preocupações" de que algumas ideias funcionariam. Ele expressou dúvidas sobre a montagem remota de elementos do HLS dentro da Gateway. Ele também queria que os engenheiros da NASA garantissem que a nave Orion pudesse atracar no módulo de pouso no espaço, sem envolver a Gateway no processo.

Seja como for, os planos para a estação funcionar como um centro de pesquisa na órbita lunar estão em curso. Ainda haverá outras pesquisas e equipamentos científicos a bordo da Gateway, mas eles serão selecionados em uma próxima ocasião. Essa estação será uma grande oportunidade de realizar pesquisas na órbita lunar, já que esse ambiente não pode ser simulado na Terra e nem na ISS.

Fonte: NASA

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