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Pontos vermelhos apareceram no eclipse solar. O que eram?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 11 de Abril de 2024 às 05h00

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Justin Dickey/Unsplash
Justin Dickey/Unsplash

Após o eclipse solar total de 8 de abril, vários entusiastas e astrofotógrafos publicaram imagens do evento em suas redes sociais, muitas com algumas manchas avermelhadas na borda da sombra lunar. Algumas pessoas, inclusive veículos de notícias, pensavam se tratar de uma explosão solar, mas era algo diferente.

Durante qualquer eclipse solar total, as erupções solares podem ocorrer e se tornar visíveis durante a totalidade. Essas explosões ocorrem com maior frequência durante o máximo solar, período de maior atividade no Sol nos ciclos de 11 anos.

Atualmente, estamos muito próximos do máximo solar do ciclo atual, se é que ainda não começou. As explosões estão muito mais frequentes em relação aos anos anteriores, e mais intensas também. Por isso, a expectativa de observar alguma delas no eclipse era grande.

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Para que sejam visíveis, as explosões devem ocorrer nas regiões localizadas na borda do disco solar, precisamente no momento da totalidade (quando a Lua cobre o Sol por completo).

No eclipse da segunda-feira, a totalidade durou 4 minutos e 28 segundos, de modo que os observadores na América do Norte tiveram algum tempo para fotografar o fenômeno. E, nesse momento, algumas colunas de plasma se projetaram para fora da sombra da Lua.

Entretanto, diferente do que foi divulgado em vários meios de comunicação, não era uma explosão solar. Os especialistas disseram que não houve nenhum evento desse tipo durante o eclipse solar; na verdade, o Sol estava estranhamente inativo.

O que é proeminência solar?

A conclusão dos cientistas que monitoram o Sol por meio das imagens de satélites (como o SOHO, SDA, entre outros) é que se tratava de uma proeminência solar. A confusão é compreensível, já que, em termos de aparência, ambas são semelhantes entre si.

Proeminências solares são estruturas parecidas com colunas estendendo para longe do Sol e retornando, formando uma espécie de arco — ou, como os astrônomos preferem chamar, um loop.

Enquanto as explosões ejetam o plasma para longe, as proeminências permanecem conectadas à superfície solar por campos magnéticos fortes, e assim permanecem por dias, até mesmo semanas.

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Fonte: LiveScience