Pilares da Criação: foto icônica do Hubble ganha bela versão em infravermelho

Por Daniele Cavalcante | 14 de Abril de 2020 às 11h33
NASA/ESA/Hubble Heritage Team
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Membros da equipe do Telescópio Espacial Hubble reviveram uma das imagens mais icônicas já capturadas pelo observatório, que é uma foto da Nebulosa da Águia, e criaram uma nova versão que revela detalhes incríveis do berçário estelar, só que na luz infravermelha.

Esta região está localizada a cerca de 6.500 a 7.000 anos-luz da Terra e, na verdade, é apenas uma parte da nebulosa, que é algo ainda maior, com 55 a 70 anos-luz de diâmetro. A imagem original é de 1995 e foi apelidada de “Pilares da Criação”, nos mostrando uma região que se estende por cerca de “apenas” 4 a 5 anos-luz.

As formas que lembram uma tromba de elefante na imagem são regiões formadoras de estrelas compostas por estruturas monolíticas incríveis de poeira e gás interestelar. A imagem original do Hubble nos mostrava apenas a luz visível, mas, agora, com a nova versão, a região é vista na luz infravermelha, que consegue atravessar as camadas de poeira e gás, revelando uma visão completamente nova dos pilares.

Nova versão da célebre imagem "Pilares da Criação" (Imagem: NASA/ESA/Hubble Heritage Team)

Nesta nova composição, todo o cenário é coberto por estrelas brilhantes, e estrelas recém-nascidas são reveladas - elas estão sendo formadas dentro dos próprios pilares. “Os contornos fantasmagóricos dos pilares parecem muito mais delicados e apresentam uma silhueta contra uma névoa azul assustadora”, escreveu a NASA.

Esse aspecto mais fraco e “fantasmagórico” dos pilares não estava presente na imagem original de 1995. Agora, eles se parecem mais com sombras ao fundo, e ficam em segundo plano, com as estrelas ganhando muito mais destaque.

"Pilares da Criação", foto em luz visível capturada pelo Hubble em 1995, depois de uma remasterização com tecnologias mais modernas (Imagem: NASA/Jeff Hester/Paul Scowen)

A Nebulosa da Águia foi descoberta em 1745 pelo astrônomo suíço Jean-Philippe Loys de Chéseaux. Ela tem uma magnitude aparente de 6, o que significa que ela pode ser vista da Terra a olho nu, se você estiver em um local com céu bastante escuro, como em áreas rurais livres de poluição luminosa. Mas, para ver os pilares, é preciso ter um bom telescópio.

Fonte: NASA

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