O retorno à Lua! Nave Orion é montada no foguete SLS para missão Artemis I

O retorno à Lua! Nave Orion é montada no foguete SLS para missão Artemis I

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 22 de Outubro de 2021 às 12h01
NASA/Kim Shiflett

NASA avançou mais uma etapa importante do programa Artemis, que levará humanos novamente à Lua. A cápsula Orion foi instalada no topo do grande foguete Space Launch System (SLS), formando um sistema de quase 100 m de altura que será lançado na missão Artemis I. Trata-se de um voo não tripulado com destino à órbita lunar, que deverá acontecer já no início do ano que vem, como parte dos preparativos para o retorno da humanidade à superfície da Lua. 

A nave Orion foi transportada por guindastes, que depois a posicionaram sobre o topo do SLS. A integração da nave ao veículo foi realizada em duas etapas de encaixe e, após a conclusão da montagem estrutural, as conexões de dados e elétricas entre a Orion e o foguete serão finalizadas. Bill Nelson, administrador da NASA, comemorou a etapa. "Com a conclusão da montagem e integração do foguete Space Launch System e da cápsula Orion, estamos cada vez mais próximos de embarcar em uma nova era da exploração humana no espaço profundo", comentou.

Em seguida, o foguete e a cápsula serão levados à plataforma de lançamentos para um teste final. Neste procedimento, os tanques de propelente do foguete serão abastecidos, seguidos de uma contagem regressiva completa para o lançamento. Se tudo correr bem, a NASA irá levar o veículo de volta às instalações para conduzir verificações finais e, assim, definir uma data para o lançamento.

As previsões mais recentes apontam que a missão Artemis I poderá ser lançada no fim de janeiro de 2022. Durante a missão, os propulsores e os estágios do SLS vão colocar a Orion em uma trajetória translunar, em que ela viajará a aproximadamente 100 km acima da superfície lunar. A cápsula irá aproveitar o sobrevoo para se inserir em uma trajetória de órbita retrógrada distante (DRO), ainda ao redor da Lua e, dependendo do tempo que a DRO durar, a Artemis I poderá se estender de quatro a seis semanas.

A missão incluirá também um conjunto de 10 CubeSats, pequenos satélites que vão realizar diferentes tarefas após serem liberados da cápsula. Entre eles, está o BioSentinel, que estudará os efeitos da radiação do espaço profundo no DNA, enquanto o Near-Earth Asteroid Scout viajará até uma rocha espacial com a ajuda de uma vela solar e, depois, fará sobrevoos por lá.

Fonte: Space.com, NASA Spaceflight, NASA

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