Não era um OVNI! Foguete chinês é visto no céu e intriga brasileiros

Não era um OVNI! Foguete chinês é visto no céu e intriga brasileiros

Por Daniele Cavalcante | 24 de Novembro de 2020 às 16h10
Wagner Baldez

Moradores de alguns municípios da região nordeste do Brasil avistaram um objeto estranho brilhando no céu no início da noite na última segunda-feira (23). Vários usuários das redes sociais publicaram fotos e vídeos de algo que parecia um cometa, mas se tratava apenas do foguete chinês Long March 5 durante o lançamento da missão Chang’e-5 rumo à Lua.

A subida do foguete emitiu um clarão bastante visível devido à ejeção de gases do propulsor que empurra para o foguete para levá-lo ao espaço. A missão Chang’e-5 tem como objetivou pousar na Lua, mais precisamente o monte Mons Rümker, no Oceanus Procellarum (a mesma região onde a Apollo 12 pousou em 1969), onde realizará a coleta de amostras, trazendo-as à Terra provavelmente em dezembro deste ano. 

Após o lançamento, o foguete fez um voo sobre o Mar da China Meridional, passando pelas Filipinas em uma inclinação rasa, com o objetivo de entrar em uma órbita temporária. Isso significa que o veículo espacial seria inserido em uma determinada posição na órbita terrestre, na qual permaneça em estado de "espera" até que, no momento oportuno, seus propulsores sejam acionados para levar a nave ao objetivo final — a Lua.

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Clarão no céu intrigou brasileiros (Imagem: Reprodução/Dawson Queiroz)

Por isso, o foguete realizou uma trajetória rasa, em direção ao sudeste, de modo que foi visto por habitantes de vários municípios no Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia. Muitos cogitaram, nas redes sociais, que se tratava de algum cometa ou até mesmo um OVNI (sigla para "objeto voador não identificado").

Contudo, não demorou até que alguns divulgadores científicos dedicados à astronomia e à ciência espacial esclarecessem as dúvidas. 

A alunissagem (nome dado a pousos lunares) da missão Chang'e-5 deve acontecer na sexta-feira (27). A sonda aproveitará as duas semanas do próximo dia lunar (cada dia e cada noite na Lua duram cerca de duas semanas terrestres) para perfurar o solo, colhendo tudo o que puder em até dois metros de profundidade no local do pouso. As amostras serão armazenadas no módulo que voará da superfície lunar rumo à órbita, onde se encontrará com o módulo orbital da missão. Ali, há uma cápsula de retorno, que iniciará então o voo de volta à Terra com as amostras a bordo.

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