Minilua é fotografada ao se aproximar da Terra e sua taxa de rotação é calculada

Por Daniele Cavalcante | 01 de Dezembro de 2020 às 19h10
Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project

Em setembro, astrônomos detectaram um objeto misterioso se aproximando da Terra, em trajetória segura, e concluíram que ele deveria se tornar uma minilua em novembro. Agora, o The Virtual Telescope Project fotografou o objeto enquanto chega ainda mais parto de nosso planeta — sem representar nenhum perigo para os habitantes.

Mas que objeto é este? Após ser descoberto, o suposto asteroide recebeu o nome de 2020 SO, mas logo se mostrou difícil de se identificar. É que seu brilho aparente é fraco demais para que os telescópios possam coletar dados conclusivos. Entretanto, Paul Chodas e Davide Farnocchia, ambos do NASA Jet Propulsion Laboratory, sugeriram que poderia ser o estágio superior do foguete Centauro, que realizou o lançamento da missão Surveyor 2 à Lua, em 1966.

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(Imagem: Reprodução/Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)

Embora ainda não esteja comprovada a natureza do 2020 SO, já temos algumas imagens dele e algumas evidências de sua taxa de rotação. As fotos foram tiradas remotamente através da unidade robótica Elena, disponível no Virtual Telescope. A imagem principal é uma exposição única de 120 segundos, enquanto o telescópio rastreava o movimento aparente do 2020 SO (por isso as estrelas aparecem ao fundo na forma de rastros).

Já a segunda imagem, anexada no canto superior esquerdo, foi capturada com o método oposto: o telescópio rastreou o movimento aparente das estrelas por 60 segundos e, por isso, o 2020 SO deixou um rastro. O fato desse rastro ser uma linha pontilhada significa que o objeto está em rotação. Vemos a linha branca representando os momentos em que o ponto mais brilhante do 2020 SO está voltado para a Terra, e isso permite calcular sua taxa de rotação — algo em torno de uma volta a cada 10 segundos.

No momento do registro dessa imagem, o objeto estava a cerca de 80 mil km de distância e ainda se aproximando, mas com segurança. Hoje (1°), ele já está a uma distância ainda menor, de 50 mil km, e talvez essa seja a aproximação máxima. Nesse ponto, é possível usar a espectroscopia para saber mais sobre a textura do objeto, se ele é pintado ou se tem perfurações. Caso descubramos que não se trata de algo feito por seres humanos, significa se trata de uma rocha bastante lenta e peculiar.

Fonte: The Virtual Telescope Project

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