Lote com 57 satélites Starlink é lançado; constelação já soma quase 600 unidades

Por Patrícia Gnipper | 07 de Agosto de 2020 às 07h00
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Na madrugada desta sexta-feira (7), a SpaceX lançou mais um lote de satélites Starlink, desta vez com 57 unidades. Normalmente, a empresa de Elon Musk acomoda 60 de cada vez no foguete Falcon 9, mas, neste lançamento mais recente, precisou dar espaço para acomodar satélites BlackSky, que aproveitam o programa SmallSat Rideshare, da própria SpaceX, para "pegar carona" rumo à órbita da Terra.

Este foi o décimo lançamento oficial do projeto Starlink, depois de duas tentativas frustradas em junho e julho, que precisaram ser adiadas devido a problemas técnicos e condições meteorológicas desfavoráveis. Agora, a SpaceX conta com 597 satélites somando forças à constelação que terá pelo menos 12 mil unidades quando estiver operacional. No futuro, a empresa prevê, na verdade, um total de 30 mil a 42 mil satélites na constelação final. A ideia é que o projeto seja capaz de oferecer internet banda larga de alta velocidade e baixa latência a todo o planeta, incluindo regiões remotas e isoladas.

Mas, muito antes disso, o serviço de internet Starlink já começará a ser oferecido em fase beta, para que um seleto número de interessados nos Estados Unidos e no Canadá realizem testes diários e deem os devidos feedbacks à SpaceX. A empresa, inclusive, já começou a pedir que os interessados forneçam seus endereços, para que sejam avisados quando a fase de testes estiver disponível em suas regiões. Isso já começa a acontecer nos próximos meses, com a fase beta de testes sendo ampliada pouco a pouco. Ainda não há previsão de quando o Brasil começará a testar a novidade.

Todos os 57 satélites deste lançamento de agosto são do tipo VisorSat (Imagem: SpaceX)

Todos os 57 satélites deste último lançamento foram equipados com a tecnologia empregada no VisorSat, satélite que testou uma possível solução ao problema que Elon Musk causou à astronomia. É que os Starlink, enquanto estão em determinadas altitudes durante seus trajetos orbitais, acabam refletindo luz solar para a superfície do planeta, consequentemente aparecendo em observações astronômicas. O problema foi ficando cada vez mais grave, preocupando até mesmo a União Astronômica Internacional, especialmente após a primeira tentativa de solucionar a questão ter falhado.

Antes do VisorSat, a SpaceX chegou a testar o DarkSat, sem muito sucesso (imagem: SpaceX)

Essa primeira tentativa aconteceu em janeiro e foi chamada de DarkSat, que envolveu a aplicação de um revestimento escuro em um satélite para testar se apenas isso reduziria seu brilho. Sem sucesso, a SpaceX testou, então, o VisorSat, que empregou o tal revestimento escuro, ganhando também visores para impedir que a luz solar fosse refletida à nossa direção. Isso aconteceu no mês de junho e, até então, ainda não está claro se as novas medidas testadas pela empresa de Musk deram certo. Fato é que, neste décimo lançamento do projeto Starlink, todos os satélites contam com os visores que, dois meses atrás, foram adicionados a apenas uma unidade.

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