Amazon é autorizada a lançar sua constelação de satélites na órbita terrestre

Por Ramon de Souza | 30 de Julho de 2020 às 21h25
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A Comissão Federal de Comunicações (Federal Communications Commission ou FCC, no original em inglês), órgão regulador da área de telecomunicações dos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira (30) o projeto da Amazon de lançar uma constelação de mais de 3 mil satélites na órbita terrestre. Trata-se do Projeto Kuiper, que visa prover internet de alta velocidade para o mundo inteiro, alcançando até mesmo as áreas mais remotas do planeta.

O pedido havia sido feito no dia 4 de julho de 2019, e, isto posto, o processo de análise da entidade levou pouco mais de um ano para ser concluído. A FCC, porém, fez uma série de pedidos para a companhia de Jeff Bezos, e o principal deles é que a tal constelação esteja com metade de seus satélites no espaço até o ano de 2026. A constelação como um todo precisará estar operando em órbita na data limite de 2029 para que a licença não seja revogada.

Além disso, o órgão solicitou que a Amazon apresente uma estratégia concreta explicando como pretende lidar com detritos espaciais, afirmando que a companhia não “apresentou informações específicas a respeito de alguns elementos requeridos” em seu plano de ação. Afinal de contas, vale ressaltar, o desenho dos satélites ainda não foi finalizado pela companhia, o que dificulta muito a apresentação dessas informações.

Reprodução/Tech Startups

O aval da FCC não significa que o lançamento será imediato — a Amazon garante necessitar de apenas 578 satélites iniciais para colocar o serviço em funcionamento, mas não estipulou uma data para que isso aconteça e sequer revelou qual será seu parceiro comercial para efetuar os lançamentos por meio de foguetes. É importante lembrar que Jeff Bezos também é proprietário da empresa espacial Blue Origin, no entanto.

A companhia famosa pelo maior marketplace do mundo não é a única interessada em criar constelações de satélites para prover conectividade de alta velocidade em toda a extensão do globo. A SpaceX, comandada por Elon Musk, iniciou os lançamentos do projeto Starlink em maio do ano passado, já tendo pouco mais de 500 satélites em órbita e visando um total de pelo menos 30 mil unidades. Já a britânica OneWeb possui um escopo muito mais simples, almejando a marca de 650 satélites lançados.

Fonte: FCC, The Verge

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