Este cometa pode ser visível a olho nu em 2022 — se sobreviver até lá

Este cometa pode ser visível a olho nu em 2022 — se sobreviver até lá

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 11 de Agosto de 2021 às 13h40
Reprodução/Kid Candy/Pexels

Um novo cometa, descoberto no finalzinho de julho deste ano, está se aproximando do Sol. Por enquanto, ainda é difícil observá-lo mesmo com a ajuda de telescópios, mas a expectativa é que ele ganhe brilho o suficiente para ser visível no final de abril e início de maio de 2022. A má notícia é que o privilégio de ver o espetáculo será dos habitantes do hemisfério Norte — e apenas se o cometa sobreviver à proximidade com a nossa estrela.

Nomeado oficialmente como C/2021 O3 (PanSTARRS) em 1º de agosto, o cometa não tem um destino muito bem determinado. É que, talvez, o objeto não sobreviva ao periélio, que é quando um corpo celeste atinge sua aproximação máxima do Sol. Isso aconteceu com o cometa Atlas, por exemplo — no início de 2020, os astrônomos esperavam que ele ficasse visível a olho nu, mas ele acabou se partindo em vários pedaços.

Ainda é cedo para dizer ao certo o que acontecerá com o C/2021 O3 (PanSTARRS). No momento, ele ainda não mostra uma cauda por estar muito longe do Sol. Entretanto, as imagens mostram uma compacta coma (ou atmosfera cometária) e apresenta uma órbita parabólica. A forma da órbita é importante, pois indica que ele tem velocidade de escape suficiente para se afastar da gravidade do Sol, em vez de ser atraído para uma aproximação fatal. 

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(Imagem: Reprodução/E. Guido/M. Rocchetto/E. Bryssinck/M. Fulle/G. Milani/C. Nassef/G. Savini/A. Valvasori/Telescope Live)

Quando foi detectado, sua magnitude aparente era de 20 e estava localizado na constelação de Pégaso, a 4,3 unidades astronômicas de distância do Sol (uma unidade astronômica corresponde à distância média entre a Terra e o Sol). Quando o objeto se aproximar de nosso planeta, talvez seja visível a olho nu, ou, na pior das hipóteses, por meio de binóculos . 

Outro fator que pode complicar a visualização do cometa é que ele estará perto do Sol em seu momento mais brilhante — ou seja, a melhor chance de testemunhar o novo visitante em toda a sua glória pode ser em horários próximos ao pôr-do-Sol. Nesses momentos, ele pode atingir magnitude 7, ou talvez até 5,5 (lembrando que números menores representam mais brilho), mas sempre tenha em mente que cometas são objetos imprevisíveis.

Se tudo correr bem na viagem do C/2021 O3 (PanSTARRS) rumo ao Sol, ele poderá ficar visível a partir da segunda quinzena de abril de 2022. A partir de então, se moverá através das constelações de Áries, Touro, Perseu e Camelopardalis (a Girafa) até maio do mesmo ano, o que proporcionará algo muito interessante: uma vista da Lua crescente, Mercúrio e o cometa C/2021 O3, todos perto do aglomerado estelar das Plêiades. Se ocorrer e for visível, podemos esperar por imagens incríveis desta conjunção singular!

 

Fonte: Minor Planet Center, EarthSky

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