Esta é a última foto do asteroide Bennu tirada pela sonda OSIRIS-REx

Esta é a última foto do asteroide Bennu tirada pela sonda OSIRIS-REx

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 12 de Maio de 2021 às 12h00
NASA/Goddard/University of Arizona

No ano passado, a missão OSIRIS-REx, da NASA, fez história ao coletar amostras da superfície do asteroide Bennu. Neste ano, a missão começou os preparativos para voltar para casa: em 9 de abril de 2021, a sonda fez seu último registro do objeto antes de iniciar a viagem de volta, trazendo o material coletado — a expectativa é que a cápsula com as amostras coletadas cheguem à Terra em 2023.

Foi durante a tarde desta segunda-feira (10) que a sonda ativou seus motores principais para iniciar a viagem de retorno para a Terra, deslocando-se à velocidade de aproximadamente 1.000 km/h. Assim, o registro do asteroide foi produzido um mês antes da “despedida” do Bennu. A imagem o mostra com leve iluminação crescente, enquanto seu lado noturno, sem a incidência da luz solar, se mistura com a escuridão do espaço.

A última imagem feita do asteroide Bennu (Imagem: Reprodução/NASA/Goddard/University of Arizona; Writer Daniel Stolte, University of Arizona)

A sonda foi lançada em 2016 rumo ao asteroide, que fica a 330 milhões de km de distância de nós, e o alcançou somente em outubro de 2020. Enquanto esteve por lá, a OSIRIS-REx realizou uma manobra complexa, em que tocou a superfície do objeto e a perfurou com um instrumento de coleta, ao disparar um jato de nitrogênio. O procedimento liberou poeira e detritos e cerca de 60 g deste material foram coletadas pela sonda.

A OSIRIS-REx foi a primeira missão lançada pela NASA com destino a um asteroide próximo da Terra para estudar sua superfície e coletar amostras para estudos, o que a torna uma das missões espaciais mais ambiciosas já feitas. Enquanto esteve por lá, a sonda estudou Bennu e revelou diversos segredos de sua estrutura — este asteroide é formado por uma “pilha de entulhos”, ou seja, fragmentos de outros objetos mais antigos que, devido à gravidade, se uniram em uma só formação.

Bennu se mostrou uma estrutura muito mais rochosa e rugosa do que os cientistas esperavam com base no que observaram com telescópios em solo. Assim, com análises da composição do asteroide, os cientistas devem saber mais sobre a formação do Sistema Solar. A expectativa é que a cápsula com as amostras chegue à Terra em setembro de 2023 — o que não significa, necessariamente, um “descanso” para a sonda, já que a NASA estuda a possibilidade de aproveitar o bom estado da espaçonave e enviá-la para o asteroide Apophis.

Fonte: NASA

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