Publicidade

Destaques da NASA: galáxia, estrela fugindo e + nas fotos astronômicas da semana

Por| Editado por Patricia Gnipper | 06 de Janeiro de 2024 às 09h00

Link copiado!

FORS/8.2-meter VLT Antu/ESO/NASA/JPL-Caltech/Fred Zimmer
FORS/8.2-meter VLT Antu/ESO/NASA/JPL-Caltech/Fred Zimmer

Na primeira semana do ano, as fotos publicadas pela NASA no site Astronomy Picture of the Day destacam fenômenos de refração atmosférica, estrelas, aglomerados estelares e muito mais. 

Saiba mais sobre os objetos e eventos retratados nas imagens e veja a galeria de fotos ao final da lista:

1. Persistência do luar

A última lua cheia de 2023 surge atrás das montanhas na região do Monte Grappa, na Itália. O fotógrafo usou uma única exposição com uma lente de telefoto longa, resultando nessa composição incrível. A Lua parece distorcida devido à refração causada pela atmosfera da Terra, produzindo também uma borda vermelha na margem inferior do disco lunar e outra verde no topo.

Continua após a publicidade

📷 Leia mais: Qual é a verdadeira cor da Lua?

2. Simulação do universo

O vídeo abaixo é uma simulação computacional da evolução do universo, feita pelo projeto Illustris, revelando o processo de formação de galáxias. Foram necessárias 20 milhões de horas de CPU para modelar os 12 bilhões de elementos apresentados em um cubo que representa 35 milhões de anos-luz. Como o universo é praticamente isotrópico (tudo é parecido em todos os lugares), esse cubo é suficiente para se ter uma noção dos 13 bilhões de anos do cosmos.

Podemos observar abaixo a matéria escura; o gás hidrogênio, hélio e carbono (1:30); buracos negros supermassivos expelindo bolhas de gás quente; superabundância de estrelas antigas, e muito mais.

O Canaltech está no WhasApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

📷 Leia mais: Teoria do Big Bang: o que se sabe sobre a origem do universo?

3. Galáxia espiral NGC 1232

A imagem da NGC 1232 destacada pela NASA foi capturada por um dos instrumentos do Very Large Telescope, revelando milhões de estrelas e a poeira escura. Há vários aglomerados abertos com estrelas azuis (ou seja, jovens e gigantes) e nuvens de gases e poeira onde as estrelas nascem. Essa galáxia fica a cerca de 72 milhões de anos-luz de distância da Terra e possui cerca de 200 mil anos luzes de diâmetro, sendo assim bem maior que a Via Láctea.

Continua após a publicidade

📷 Leia mais: Quantas galáxias além da Via Láctea existem no universo?

4. Chamas na Lua?

Essa foto foi feita durante o lançamento de um Falcon Heavy, da SpaceX, e apresenta um efeito curioso: a pluma de queima de combustível do foguete fez com que a Lua pareça emitir seus próprios fluxos de plasma. Porém, trata-se apenas de uma ilusão de ótica criada pelas bolsas de ar quente rarefeito, formando uma refração que distorceu a luz lunar. 

📷 Leia mais: 5 fatos sobre a Lua que vão te surpreender

Continua após a publicidade

5. SAR na Nova Zelândia

Os SARs (sigla em inglês para arcos aurorais vermelhos estáveis) são um tipo de fenômeno raro que parece ocorrer durante noites de auroras boreais, embora ambos os eventos não tenham relação entre si. A formação desses arcos está vinculada ao campo magnético da Terra, responsável por desviar a maior parte das partículas carregadas do vento solar. Ainda não se sabe exatamente como os SARs se formam, mas há indícios de que eles podem evoluir para outro fenômeno misterioso chamado STEVEs.

📷 Leia mais: Arco avermelhado aparece no céu após tempestade solar intensa

6. Estrela fugitiva Zeta Oph

Continua após a publicidade

A estrela Zeta Ophiuchi é considerada uma "fugitiva", porque fazia parte de um sistema binário extinto após a explosão de sua companheira. Com a supernova, a Zeta Ophiuchi foi ejetada para longe, movendo-se a 24/km/s e empurrando a poeira interestelar. Essa estrela fica a 460 anos-luz de distância, aproximadamente, sendo 65.000 vezes mais luminosa que o Sol.

📷 Leia mais: Estrela "fugitiva" pode ser ainda mais estranha do que parece

7. Trapézio: No Coração de Orion

Aqui, a imagem retrata um grupo de quatro estrelas quentes e massivas conhecido como Trapézio, localizadas no centro de Órion. No entanto, elas fazem parte de um aglomerado chamado Cúmulo do Trapézio, formado por estrelas recém-formadas, somando 4.500 vezes a massa do Sol. Os astrônomos cogitam que este aglomerado pode ter sido ainda mais compacto no passado, tendo sofrido colisões de estrelas que, por sua vez, teriam formado um buraco negro.

Continua após a publicidade

📷 Leia mais: Veja como jatos de gás esculpiram objeto em forma de arco na Nebulosa de Órion

Clique e veja a galeria de fotos

Fonte: APOD