Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (05/06 a 11/06/2021)

Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (05/06 a 11/06/2021)

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 12 de Junho de 2021 às 11h00
NASA, JPL-Caltech, MSSS/Vincenzo Mirabella/Elias Chasiotis

Chegou o dia de ver mais um compilado de imagens astronômicas selecionadas pela NASA e curiosidades sobre elas. Nesta semana, você confere uma foto de uma superlua e um eclipse lunar com a Via Láctea ao fundo — sim, todos estes elementos em uma única foto —, junto de registros de fenômenos curiosos envolvendo nossa estrela, como um que fez com que o Sol parecesse nascer com duas imagens.

Aliás, não se restrinja somente às fotos da Lua e do nosso astro: aproveite a seleção desta semana para visitar Júpiter e o "rosto" em suas nuvens, veja o pôr do Sol em Marte e descubra até o que causou um brilho misterioso próximo da constelação de Cassiopeia, que intrigou astrônomos.

Vamos lá?

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Sábado (05) — O pôr do Sol e o Mount Mercou

(Imagem: Reprodução/NASA, JPL-Caltech, MSSS)

O rover Curiosity pousou em Marte em 2012 e, desde então, segue explorando a cratera Gale. É ali que fica uma formação que recebeu o apelido “Mount Mercou”, inspirado em um local próximo do vilarejo de Nontron, na França, que foi exatamente o que a câmera MastCam registrou nesta imagem. Aqui, temos um mosaico feito a partir de 21 fotos individuais feitas no dia 19 de março, o 3.063º dia marciano da missão do Curiosity.

Como a imagem foi feita já ao fim de um dia no Planeta Vermelho, vemos algumas nuvens de alta altitude brilhando enquanto refletiam a luz emitida pelo Sol, que já estava abaixo do horizonte local. Essas nuvens ficam a altitudes altíssimas, e podem ser formadas por dióxido de carbono congelado e cristais de gelo seco. Junto delas, algumas nuvens iridescentes completam a paisagem de Marte, trazendo algumas cores discretas para o céu.

Domingo (06) — Eclipse “duplo” 

(Imagem: Reprodução/Elias Chasiotis)

Neste dia, o nascer do Sol foi diferente: aconteceu um eclipse parcial, em que a Lua apareceu como o círculo escuro na parte inferior e superior do Sol, somado a uma camada de inversão na atmosfera terrestre que, devido ao ar quente, funciona como uma lente gigante. É por isso que há uma segunda imagem de nossa estrela, que parece estar dividida em “duas partes”. Este fenômeno raro é conhecido como “efeito do vaso etrusco”, e pode ocorrer durante o nascer e pôr do Sol.

Tudo isso aconteceu em Al Wakrah, no Qatar, e a bela visão impressionou tanto o fotógrafo responsável pela imagem que ele afirmou que “este foi o nascer do Sol mais surpreendente de sua vida”. Aliás, quem estava em uma curta região leste do nosso planeta neste dia pôde observar um eclipse solar anular total, em que a Lua pareceu estar envolvida por um anel de fogo enquanto passa pela frente do Sol.

Segunda-feira (07) — Brilho misterioso 

(Imagem: Reprodução/Chuck Ayoub)

Algo estranho e luminoso aconteceu recentemente perto da constelação de Cassiopeia e chamou a atenção de astrônomos: perceba que, no canto direito da imagem, há um ponto brilhante. Trata-se de Cas 2021, uma nova que ocorreu na direção da constelação e próxima da Nebulosa da Bolha, e ficou tão brilhante no mês passado que podia até mesmo ser observada a olho nu; depois, ela se “acalmou” e escureceu um pouco, mas já sinaliza que seu brilho voltou a aumentar.

Geralmente, as novas são causadas por uma explosão termonuclear na superfície de uma anã branca que está capturando matéria de sua vizinha binária. Os detalhes dessa explosão ainda são desconhecidos, mas já sabemos que as novas parecem ser frequentes e incapazes de destruir a estrela próxima delas. Como esta nova ainda guarda vários segredos sobre os mecanismos que a causaram, os astrônomos profissionais e amadores devem continuar de olho nela para acompanhar sua evolução.

Terça-feira (08) — O “rosto” de Júpiter 

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Jason Major)

A sonda Juno foi lançada em 2011 e, ao longo de sua missão, fez diversos sobrevoos em Júpiter. Durante a sexta passagem pelos arredores do planeta, ocorrida em 2017, ela fez esta imagem do gigante gasoso, em que duas tempestades de cor clara parecem formar os olhos de um rosto — que, aliás, recebeu o simpático apelido “Jovey McJupiterFace”. A “carinha” não durou muito, já que algumas semanas se passaram e as tempestades seguiram para longe. A sonda já completou 33 órbitas em torno do gigante gasoso, e recentemente fez uma visita à lua Ganimedes, a maior do Sistema Solar.

Além de Jovey McJupiterFace, o registro mostra, em detalhes, as nuvens presentes no planeta: na maior escala, há zonas de luz e cinturões marrom e avermelhados que envolvem Júpiter. Nisso, as zonas de gás ascendente, que costumam conter hidrogênio e hélio, realizam movimentos de rotação em torno dos locais de alta pressão; enquanto isso, cinturões de gás em movimento descendente giram em regiões de baixa pressão, como acontece com os ciclones e furacões na Terra.

Quarta-feira (09) — Superlua, eclipse e Via Láctea 

(Imagem: Reprodução/Helmut Eder)

Já pensou em ver uma superlua e um eclipse lunar acontecendo juntos? Pois foi exatamente o que o fotógrafo registrou nesta foto feita em Cassilis, na Austrália: a Lua estava no ponto de sua órbita mais próximo da Terra, nos proporcionando a chamada “superlua”. Isso ocorreu durante um eclipse lunar total, que pode deixar nosso satélite natural com cor avermelhada devido à dispersão da luz do Sol na atmosfera da Terra. A foto conta também com um brilho em torno da Lua, causado pelas nuvens que passavam no céu, enquanto a Via Láctea aparece no canto direito da foto.

Alguns povos europeus e norte-americanos nativos e colonos chamam a Lua cheia, que ocorre no mês de maio, de “Flower Moon” (“Lua das Flores'', em tradução livre). Isso porque eles escolhiam um nome para cada Lua cheia, que era aplicado para todo o mês lunar em que o fenômeno ocorreu — e, no caso do das flores, a ideia veio da grande florada que se espalha pela América do Norte ao longo do mês.

Quinta-feira (10) — Halo solar

(Imagem: Reprodução/Vincenzo Mirabella)

Os cristais de gelo dispostos aleatoriamente em nuvens do tipo cirro, que ficam em altas altitudes, podem render este efeito interessante de halo brilhante em torno do Sol, que pode ser visto com frequência bem maior que os arcos-íris. Para observá-lo, basta bloquear a visão da nossa estrela com a ponta do dedo, que foi exatamente o que o fotógrafo fez nesta foto em Roma, na Itália. O raio angular característico do halo costuma ser, aproximadamente, igual às dimensões da palma da sua mão, contada do polegar ao dedo mínimo.

Ver este halo luminoso é mais simples do que observar um "anel de fogo no céu", como o que ocorreu durante o eclipse solar desta quinta-feira (10). Quem estava no Canadá, Groenlândia, Ártico e em outras regiões bem na direção da sombra da Lua, conseguiu observar brevemente a sombra do nosso satélite natural parecer cobrir o Sol e deixar apenas um contorno luminoso durante o eclipse total. Já os moradores do norte da Ásia, Europa e partes dos EUA observaram um eclipse parcial.

Sexta-feira (11) — Eclipse parcial e um voo

(Imagem: Reprodução/Zev Hoover/Christian Lockwood/Zoe Chakoian)

Esta foto foi feita em Quincy Beach, nos Estados Unidos, e mostra a Lua à frente do Sol durante o eclipse solar recente, que foi parcial para observadores do hemisfério norte. O fenômeno acontece porque, enquanto segue em sua órbita levemente elíptica, há um momento em que nosso satélite natural passa pelo ponto mais longe da Terra. Nisso, o tamanho aparente da Lua não é suficiente para cobrir completamente o Sol e, como resultado, ocorre o eclipse anular, que pode proporcionar um belo anel de fogo contornando a sombra da Lua.

A foto, que é uma composição de vários quadros consecutivos, mostra o Sol e a Lua nascendo juntos, enquanto um pássaro voava em linha reta no momento exato dos registros.

Fonte: NASA

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