Vídeo da NASA mostra dez anos de atividade do Sol em apenas uma hora; assista!

Por Daniele Cavalcante | 01 de Julho de 2020 às 17h15
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A NASA divulgou um vídeo em time-lapse que mostra as mudanças na superfície do Sol ao longo de dez anos. O resultado é uma sequência impressionante de imagens que revelam como a atividade solar se altera com certa frequência.

Neste time-lapse (um tipo de vídeo acelerado, também conhecido como câmera-rápida), foram usadas imagens capturadas do Sol a cada hora, continuamente, durante uma década inteira. Para isso, a NASA usou imagens de seu satélite Solar Dynamics Observatory - um total de 425 milhões de fotografias em alta resolução, desde o lançamento do observatório, em fevereiro de 2010, até junho deste ano.

São 20 milhões de gigabytes de dados em imagens, que foram então montadas em sequência. Todas elas contribuíram para "inúmeras novas descobertas sobre o funcionamento" do Sol, de acordo com a NASA, e renderam um vídeo de 61 minutos mostrando diversos eventos astronômicos, incluindo planetas em trânsito (ou seja, passando em frente o Sol) e erupções solares.

Conceito do Solar Dynamics Observatory (Imagem: NASA)

Ainda mais relevante é que o vídeo mostra as principais mudanças pelas quais o Sol passa durante um ciclo solar - período de aproximadamente 11 anos em que os polos norte e sul da nossa estrela oscilam, enquanto manchas solares surgem como resultado da alteração do gás nos campos magnéticos do corpo.

Cada segundo deste vídeo traz imagens capturadas de um único dia. A sonda tirava, em média, uma foto a cada 0,75 segundo, além de uma imagem a cada 12 segundos capturada pelo instrumento Atmospheric Imaging Assembly. Este equipamento, também a bordo do Solar Dynamics Observatory, registra as imagens do Sol com 10 comprimentos de onda diferentes de luz.

No entanto, nem todas as imagens já registradas pelo observatório foram usadas no vídeo: ele conta somente com aquelas em um comprimento de onda de 17,1 nanômetros, que está no extremo da onda ultravioleta e é invisível aos olhos humanos. Graças a essa capacidade dos equipamentos ópticos da sonda, podemos ver coisas no Sol que seriam imperceptíveis se registrássemos apenas a luz visível.

Com isso, temos no primeiro quadro do vídeo o Sol em 2 de junho de 2010, e o último quadro revela a estrela no dia 1º de junho de 2020. Por fim, para deixar as coisas mais interessantes, a NASA contratou o músico alemão Lars Leonhard para compor a música Solar Observe, que acompanha o vídeo. Confira:

Você vai reparar que, em alguns momentos do vídeo, há quadros em branco e frequentes mudanças de foco, além de um apagão mais longo que ocorre no momento correspondente ao período de 2016. Isso acontece porque, embora a sonda da NASA tenha trabalhado o tempo todo sem descanso, houve alguns momentos que ela perdeu algumas capturas. Naquele ano, a correção de um problema técnico levou uma semana para ser concluída. Neste período, o Sol está descentralizado no vídeo. Já os quadros escuros no vídeo "são causados ​​pela Terra ou pela Lua eclipsando a sonda à medida que passam entre a espaçonave e o Sol", conforme explicou a NASA.

Fonte: NASA

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