Destaque da NASA: missão Chandrayaan-3 é foto astronômica do dia
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

A foto destacada pela NASA nesta quarta (19) traz o foguete LVM3 durante o lançamento da missão Chandrayaan-3, ocorrido na última semana. O foguete levou um módulo de pouso e um rover, que devem alcançar nosso satélite natural no fim de agosto.
A missão foi lançada do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha Sriharikota. Cerca de 15 minutos depois de deixar o solo, o lander e o rover se separaram do foguete e iniciaram uma órbita elíptica ao redor da Terra.
Eles vão completar cinco voltas ao redor do nosso planeta para conseguir o impulso gravitacional necessário para ir à Lua. Depois, vão iniciar a jornada ao satélite natural da Terra para orbitá-lo cinco vezes e tentar pousar em sua superfície.
A missão é ambiciosa, e se tiver sucesso, vai adicionar a Índia à breve lista de países que já conseguiram realizar pousos lunares. Por enquanto, somente os Estados Unidos, União Soviética e China conseguiram o feito.
A missão Chandrayaan-3
Esta missão vai tentar pousar o lander e o rover em uma área do polo sul lunar, próxima de onde a missão russa Luna 25 deve descer. O local não foi escolhido por acaso, já que ali parece haver quantidade significativa de água congelada.
Se tudo der certo após o pouso, o rover Pragyan vai sair do módulo de pouso Vikram, iniciando a exploração da superfície lunar. Ele está equipado com instrumentos para analisar o solo lunar, rochas e suas composições, e ambos devem operar por uma noite lunar (cerca de duas semanas terrestres).
Segundo a agência espacial ISRO, os objetivos da Chandrayaan-3 incluem demonstrar a tecnologia para um pouso seguro e suave na superfície lunar, demonstrar como o rover se sai na exploração e, claro, realizar experimentos científicos por lá.
Esta não é a primeira vez que a Índia tenta levar uma missão à superfície lunar. Há alguns anos, o país enviou o rover e lander da Chandrayaan-2 ao nosso satélite natural, mas uma falha de software fez com que se chocassem contra a superfície da Lua.
Fonte: APOD
