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Destaque da NASA: atividade solar é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 11 de Dezembro de 2023 às 13h31

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NASA, SDO, SVS
NASA, SDO, SVS

A superfície do Sol e suas mudanças foram registradas em um vídeo destacado pela NASA no site Astronomy Picture of the Day nesta segunda-feira (11). A animação mostra que, em alguns anos, nosso astro tem poucas manchas solares e baixa atividade; em outros, várias manchas aparecem acompanhadas de ejeções de massa coronal.

Estas variações fazem parte do ciclo solar, marcado por períodos de menor atividade (mínimo solar) e maior (máximo solar). Assim, o vídeo mostra no lado esquerdo imagens de quando o Sol se aproximava do mínimo, e no direito, do máximo.

Confira as diferenças em cada uma:

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O vídeo mostra imagens no ultravioleta extremo, uma das várias subdivisões da radiação ultravioleta. As imagens do mínimo solar foram capturadas em 2019, enquanto as do máximo foram registradas em 2014.

No momento, nosso astro está se aproximando do período de maior atividade em seu ciclo atual. Os pesquisadores estimavam que o próximo máximo solar aconteceria em 2025, mas um novo relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) sugere que, na verdade, esta etapa pode acontecer em 2024.

O ciclo solar

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Para entender a atividade do Sol e seu ciclo, é importante lembrar que nosso astro é uma grande esfera de gases quentes e eletricamente carregados. O movimento destes gases gera um campo magnético poderoso, que é o responsável pelo ciclo solar. O início do ciclo é marcado pelo mínimo, e a metade dele, pelo máximo; quando o ciclo acaba, o Sol retorna ao mínimo solar e o processo começa outra vez.

A cada 11 anos, o campo magnético solar muda de posição, fazendo com que os polos sul e norte do nosso astro troquem de lugar. Este processo afeta a atividade na superfície do Sol, que pode aumentar ou diminuir.

Mas como os cientistas monitoram esta atividade? Bem, uma forma de acompanhar as mudanças do ciclo solar é analisar a quantidade de manchas solares: no mínimo solar, elas diminuem. Depois, conforme a atividade da estrela aumenta, a quantidade de manchas também cresce.

Fonte: APOD