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Destaque da NASA: aglomerado estelar Omega Centauri é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 16 de Março de 2023 às 19h30

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Neil Corke, Heaven's Mirror Observatory
Neil Corke, Heaven's Mirror Observatory

O aglomerado globular Omega Centauri brilha na foto destacada no site Astronomy Picture of the Day nesta quinta-feira (16). Ele fica a cerca de 15 mil anos-luz de nós e abriga aproximadamente 10 milhões de estrelas muito mais antigas e volumosas que o Sol.

Catalogado como NGC 5139, este aglomerado estelar é o maior e mais brilhante dos aglomerados globulares conhecidos no halo da Via Láctea. A maioria deles contém estrelas de mesma idade e composição, mas Omega Centauri é uma exceção.

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Em seu interior, há populações de estrelas com diferentes composições químicas e idades, o que sugere que ele seja o resto do núcleo de uma antiga galáxia que se fundiu com a nossa.

Na foto, as estrelas gigantes vermelhas se destacam com seu brilho amarelado. O nome indica que elas são estrelas da sequência principal (ou seja, convertem hidrogênio em hélio por meio da fusão nuclear em seus núcleos), e que estão na etapa final de seus respectivos processos evolutivos.

O aglomerado estelar Omega Centauri

Considerado o maior aglomerado estelar da Via Láctea, Omega Centauri tem diâmetro de quase 230 anos-luz, o que o torna 10 vezes mais massivo que um aglomerado globular comum. As estrelas no núcleo do aglomerado estão tão agrupadas que, ocasionalmente, uma acaba colidindo com a outra — e, devido à idade de Omega Centauri, é provável que milhares de colisões já tenham ocorrido.

Como é do tipo globular, o aglomerado Omega Centauri orbita a Via Láctea fora do disco galáctico, enquanto as estrelas de seu interior se mantêm unidas com a ajuda da gravidade. Ele é um dos poucos aglomerados globulares da nossa galáxia visíveis a olho nu.

O nome dele foi escolhido pelo astrônomo alemão Johann Bayer em 1603, que o classificou como o 24º objeto mais brilhante da constelação Centaurus, o Centauro. Ele pode ser observado no céu do hemisfério sul como uma forma brilhante e difusa, o que o torna facilmente confundível com a aparência dos cometas.

Fonte: APOD