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Como tirar fotos do eclipse solar com um celular?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 13 de Outubro de 2023 às 21h26

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Randy McGuire/Pixabay
Randy McGuire/Pixabay

Tirar fotos de um eclipse solar com smartphones não é uma tarefa fácil, mas a boa notícia é que não é impossível obter resultados interessantes. No entanto, há uma série de preocupações sobre as quais devemos nos atentar, além de estratégias para obtermos uma imagem atrativa.

Como fotografar um eclipse solar

O primeiro passo para fotografar um eclipse solar é ter alguma habilidade com a câmera de seu dispositivo. Para isso, você pode treinar alguns dias antes, principalmente durante o pôr do Sol. Também é interessante praticar tirando fotos da Lua cheia, para ter uma noção do tamanho do objeto na sua fotografia.

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Em seguida, aprenda a usar o máximo que o controle de câmera do celular oferece: ajustes de brilho, balanço de branco e foco são os principais recursos para praticar. Se seu aparelho contar com modo pro, experimente fotografar a Lua cheia fazendo testes com o controle de ISO e tempo de exposição.

Além disso, o foco manual no modo pro também é fundamental para o disco solar aparecer com nitidez, principalmente se objetos terrestres, como prédios e montanhas, estiverem na composição. Aliás, incluir elementos como esses é uma ótima maneira de compensar o tamanho com que o Sol que vai aparecer na sua imagem.

Por falar em tamanho, não espere que o Sol fique grande em suas imagens e não conte com o recurso de zoom do smartphone. Por outro lado, você pode usar lentes de ampliação projetadas para smartphones, especialmente as lentes telescópicas para astrofotografia com celular.

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Mas atenção: as lentes de aumento podem até mesmo derreter o sensor da câmera. Portanto alguns cuidados são necessários.

Cuidados com a lente da câmera do celular

É terminantemente proibido olhar para o Sol sem nenhuma proteção mesmo durante os eclipses, pois a exposição direta dos olhos à luz solar causa risco de cegueira permanente. Isso também vale para os sensores das câmeras fotográficas, então, precisamos protegê-las.

A proteção pode ser feita com os mesmos acessórios que usamos para proteger os olhos: óculos de observação de eclipses certificados com certificado ISO, vidro de máscara de soldador com tonalidade 14 ou superior, ou filtros solares Baader.

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Os filtros do tipo Baader são muito utilizados para imagens do Sol com telescópios, pois reduzem a radiação solar em 99,999%, sobrando ainda luz suficiente para boa observação. Embora tenham um preço um pouco mais elevado, são uma opção interessante para uso em binóculos e lentes de ampliação para smartphones.

Lembre-se, no entanto, que durante a ocultação total (quando o disco solar está totalmente, ou quase totalmente coberto pela Lua), os filtros podem tornar as imagens escuras demais para uma foto interessante. Nesse momento, você pode retirar o filtro para conseguir imagens rápidas do ápice do eclipse, desde que não use exposição prolongada e proteja a câmera logo em seguida.

Melhorando fotos com o celular

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Como dito, o zoom digital não vai ajudar a criar fotos interessantes e vai deixar a imagem do eclipse sem qualidade. Por isso, uma boa composição pode contornar essa limitação: o eclipse, mesmo pequenininho na imagem, vai tornar fascinante um cenário que normalmente seria simples.

A composição pode ser uma paisagem natural, prédios vistos da sua janela ou até mesmo pessoas fazendo alguma coisa durante o momento do eclipse. Planeje com antecedência a composição, visitando o local de onde você deseja criar a cena e treine algumas fotos com seus recursos de câmera.

Os treinos vão trazer resultados melhores durante uma noite de Lua cheia, já que, assim, você garante que vai descobrir as melhores configurações de câmera em cenas noturnas — afinal, os eclipses totais são famosos por “transformar o dia em noite”. Em caso de eclipse parcial ou anular, o dia vai ficar mais iluminado, mas ainda com um escurecimento considerável.

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Também vale a pena treinar durante os primeiros momentos do amanhecer, antes do Sol aparecer acima do horizonte, desde que a Lua ou planetas como Vênus e Júpiter estejam visíveis no céu. Nesse período, a pouca luminosidade também vai ser útil para aprender a usar os ajustes de câmera da melhor maneira possível.

Para melhores resultados, providencie um tripé para estabilizar o smartphone e evitar imagens tremidas. Além disso, configure o aplicativo de câmera para disparar dois ou cinco segundos após o clique.

Como descobrir a posição do Sol no eclipse

É de vital importância saber em que lugar do céu vai ocorrer o eclipse na sua região. Para isso, você pode usar aplicativos como o Stellarium e selecionar o horário do início do evento, da ocultação máxima e do momento em que a Lua deixa o Sol voltar a brilhar em sua totalidade.

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A vantagem do Stellarium é que você pode apontar o celular para o céu e descobrir em tempo real a posição do objeto-alvo no dia e horário selecionado. Assim, você vai garantir que o lugar onde planejou fotografar o fenômeno vai estar livre de prédios, árvores ou outros objetos.

Cuidados com os olhos em eclipses solares

Se você estiver fotografando sem um tripé, as chances de olhar para o Sol sem querer são maiores. Por isso, garanta um óculos para eclipses com selo ISO ou vidro de óculos de soldador não apenas para a câmera, mas também para seus olhos — até porque você provavelmente vai querer olhar diretamente para o fenômeno enquanto a câmera faz as imagens.

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Por fim, se você não tiver tempo o suficiente para esse planejamento, ainda pode providenciar o mínimo necessário. O vidro de soldador pode ser encontrado em casas de materiais de contrução, enquanto lentes para smartphones de qualidade razoável podem ser adquiridas em algumas lojas de produtos ópticos.

Procure um clube de astronomia amadora

Existem em muitas cidades do país clubes de astronomia, que são grupos de pessoas interessadas em estudar o tema e observar o céu com telescópios. Muitos deles promovem observações abertas ao público para divulgação científica, proporcionando oportunidades de fotografar o evento solar com o celular acoplado à lente dos telescópios.