China realiza 1º lançamento do foguete Long March 6 com combustível sólido

China realiza 1º lançamento do foguete Long March 6 com combustível sólido

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 29 de Março de 2022 às 12h40
Ourspace/CNSA

A China realizou o primeiro lançamento de seu mais novo foguete Long March 6, que utiliza combustível sólido e líquido, a partir do Centro de Lançamento de Satélites Taiyuan, em Shanxi, no norte do país. O voo de sucesso também serviu para entregar dois satélites a órbita da Terra.

O Long March 6 entregou a órbita da Terra dois satélites: primeiro o Pujiang II, desenvolvido para conduzir pesquisas científicas experimentais, mapear a superfície terrestre e explorar outros recursos. Enquanto isso, o Tiankun II será usada para realizar medições experimentais de tecnologia de exploração do ambiente espacial.

O sucesso do lançamento do Long March 6 representa a chegada de mais um membro à nova geração de veículos de lançamento da China, cujo objetivo é ampliar sua gama de lançadores. Esse é o primeiro veículo do país que combina combustível líquido e sólido.

Primeira decolagem do foguete Long March 6 em 29 de março de 2022 (Imagem: Reprodução/Ourspace/CNSA)

O Long March 6 apresenta um alto desempenho ao combinar diferentes impulsionadores sólidos e estágios de combustível líquido. O método de pressurização e layout de montagem também foram aprimorados, mas as melhorias vão além.

A fabricação do foguete incluiu uma adaptação para longos períodos de trabalho e variadas condições de ambiente de voo. Ainda, o modo do estágio central terá a capacidade de realizar diagnóstico de falha antes da decolagem — aprimorando ainda mais a confiabilidade do sistema.

O foguete aproveitará ao máximo o alto impulso de curta duração do combustível sólido, bem como o impulso fornecido pela potência de combustível líquido. Juntos, os motores trabalharam para colocar o foguete na órbita da Terra. O Long March 6 tem 50 metros de altura, pesa 530 toneladas métricas e tem 3,35 metros de diâmetro.

Ele terá capacidade de lançar missões para diferentes órbitas, como a órbita semissíncrona (SSO), a órbita terrestre baixa (LEO) e a órbita terrestre média (MEO). Assim a China conseguirá lançar vários satélites de uma única vez, ou até mesmo estabelecer uma constelação de satélites e lançamentos para manutenção deles.

Fonte: Via IT Home, Space News

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.