China lança nova turma de astronautas à estação espacial do país

China lança nova turma de astronautas à estação espacial do país

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 15 de Outubro de 2021 às 15h47
CCTV

Às 13h23 desta sexta (15), no horário de Brasília, a China lançou a missão Shenzhou-13, que está levando um trio de taikonautas com destino ao módulo Tianhe, o central da nova estação espacial do país. O lançamento aconteceu com um foguete Long March 2F, e as estimativas apontam que Zhai Zhigang, Wang Yaping e Ye Guangfu vão chegar às instalações após oito horas de viagem. 

O comandante Zhai pediu aos oficiais chineses para ficarem tranquilos e garantiu que terão sucesso na missão. Após alcançarem a órbita terrestre, ele confirmou que todos os tripulantes estão bem e que os sistemas seguem nominais. Agora, eles seguem viagem para o módulo Tianhe, que está vazio desde o retorno dos astronautas da missão Shenzhou-12, em setembro, após passarem 90 dias em órbita. A nave Shenzhou-13 irá conduzir uma manobra autônoma de acoplagem com o Tianhe e com as naves cargueiras Tianzhou-2 e Tianzhou-3, que seguem por lá.

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A tripulação da Shenzhou-13 deverá passar seis meses a bordo das instalações, o que tornará esta a estadia mais longa de astronautas chineses no espaço. Além disso, a tripulação conta com Wang, que se tornará a primeira mulher do país a viver no novo módulo. Wang tem 41 anos e é veterana da missão Shenzhou-10, lançada com destino ao protótipo de laboratório Tiangong-1, em 2013. Ela se tornará também a primeira mulher chinesa a realizar spacewalks.

Já Zhai, de 55 anos, serviu na missão Shenzhou 7, em 2008, e conduziu o primeiro spacewalk da China. Ye, por sua vez, está em sua primeira experiência no espaço. Ao longo dos seis meses em órbita, a tripulação vai testar e validar tecnologias que serão essenciais para o país finalizar a conclusão da estação, que ainda receberá outros dois módulos. Esses componentes devem ser lançados no ano que vem, e também irão conduzir experimentos a bordo, voltados para o avanço da medicina aeroespacial e compreensão da física de microgravidade. 

Fonte: Space.com, Xinhua

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