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Auroras boreais são detectadas em Netuno pela 1ª vez com o telescópio Webb

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NASA/JPL-Caltech
NASA/JPL-Caltech

Pela primeira vez, o telescópio espacial James Webb flagrou auroras boreais em Netuno. Os astrônomos suspeitavam que o fenômeno ocorria no gigante gelado desde a década de 1980, mas ainda não haviam conseguido imagens e nem confirmação das auroras por lá. 

As auroras boreais e austrais ocorrem quando partículas eletricamente carregadas (normalmente disparadas pelo Sol) são capturadas por um campo magnético planetário e atingem sua atmosfera superior. Depois, a energia liberada pela interação libera o brilho colorido das auroras. 

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Os astrônomos já sabem que as auroras ocorrem na Terra, Júpiter, Saturno e Urano, mas ainda faltavam evidências do fenômeno em Netuno. “No fim, conseguir imagens da atividade auroral em Netuno foi possível somente com a sensibilidade do Webb no infravermelho próximo”, comentou Henrik Melin, autor principal do novo estudo. 

Foi em 2023 que um dos instrumentos do Webb capturou imagens do planeta e dados do seu espectro, revelando a composição e temperatura da sua atmosfera superior. Com estes dados, pesquisadores conseguiram identificar pela primeira vez uma linha de emissão de cátion de trihidrogênio (H3+), que pode ser formado nas auroras. 

Auroras em Netuno

As fotos do Webb mostram o brilho da aurora como manchas azuladas no planeta, e indicam também que o fenômeno é bem diferente daquele que vemos na Terra: as auroras em Netuno não ocorrem nos polos sul e norte, mas sim nas latitudes médias — ou seja, em uma posição parecida com a da América do Sul em nosso planeta. 

A diferença se deve ao campo magnético do planeta, que tem inclinação de 47º em relação ao seu eixo de rotação. Como as auroras dependem da convergência das linhas do campo magnético na atmosfera, as de Netuno ocorrem bem mais longe do que seus polos de rotação. 

“Ao olharmos para frente e sonharmos com futuras missões a Urano e Netuno, sabemos agora como será importante ter instrumentos sintonizados nos comprimentos de onda do infravermelho para continuar estudando as auroras”, acrescentou Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, coautor do artigo. “Esse observatório finalmente abriu a janela para essa última ionosfera, até então oculta, dos planetas gigantes.”

Os artigos com os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Astronomy.

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Fonte: NASA