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Água é detectada na superfície de asteroides pela 1ª vez

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Fevereiro de 2024 às 10h33

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Frantisek Krejci/Pixabay
Frantisek Krejci/Pixabay

Moléculas de água foram identificadas na superfície de asteroides pela primeira vez. Ao analisar dados coletados pelo observatório SOFIA (sigla de Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy), da NASA e da agência espacial alemã, cientistas do instituto de pesquisa Southwest descobriram o composto nos asteroides Iris e Massalia — o que é surpreendente, já que eles foram formados perto do Sol e não deveriam ter água. 

Dr. Anicia Arredondo, autor que liderou o estudo, explica que estas rochas espaciais têm características “inequivocamente atribuídas à água molecular”. “Baseamos nossa pesquisa no sucesso da equipe que encontrou água molecular na superfície iluminada pelo sol da Lua”, acrescentou. 

Os autores perceberam que poderiam usar os recursos do SOFIA para identificar a assinatura da água em outros tipos de corpos. Só que, até então, observações de asteroides não apontavam a diferença entre as moléculas de água e da hidroxila, composto formado por um átomo de oxigênio ligado a um de hidrogênio.

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Eles resolveram a confusão com o instrumento FORCAST, que isola assinaturas espectrais que indicam água, e foram além: os resultados obtidos sugerem que a quantidade de água para cada metro cúbico dos asteroides equivale à capacidade de uma lata de refrigerante. “A abundância de água no asteroide é consistente com aquela da parte iluminada da Lua”, acrescentou Arredondo.

Os asteroides são feitos da matéria que restou da formação dos planetas. Por isso, ao estudar estes objetos e suas composições, os cientistas podem desvendar como os compostos foram distribuídos desde a formação do Sistema Solar. “A distribuição de água nos asteroides é de interesse particular, porque isso pode revelar como a água veio para a Terra”, finalizou Arredondo.  

O artigo que descreve as descobertas foi publicado na revista The Planetary Science Journal.

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Fonte: The Planetary Science Journal; Via: SwRI