A NASA quer consertar satélites em plena órbita com a missão OSAM-1

A NASA quer consertar satélites em plena órbita com a missão OSAM-1

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 06 de Maio de 2021 às 14h00
NASA

Em abril deste ano, a NASA, em parceria com a Maxar Technologies, concluiu a etapa de Revisão Crítica do Projeto (CDR) da futura missão de Manutenção, Montagem e Fabricação 1 (OSAM-1), que prevê uma espaçonave robótica preparada para trabalhar em plena órbita terrestre. Agora, a missão OSAM-1 está ainda mais próxima de reabastecer um satélite roboticamente e demonstrar sua capacidade no espaço.

A espaçonave consistirá em uma carga útil de serviço, desenvolvida pelo Goddard Space Flight Center, da NASA, com dois braços robóticos que ficarão acoplados num ônibus espacial. O ônibus, por sua vez, carregará uma carga útil chamada Space Infrastructure Dexterous Robot (SPIDER), que foi desenvolvida para demonstrar a montagem e a fabricação em pleno espaço. Para isso, o SPIDER contará com um terceiro braço robótico que construirá a antena de comunicações. Tanto o ônibus quanto o SPIDER estão sendo desenvolvidos pela Maxar Technologies.

(Imagem: Reprodução/Maxar Technologies)

O primeiro objetivo da missão será restabelecer roboticamente um satélite do governo dos EUA — que, aliás, não foi projetado para passar por manutenções —, o Landsat 7. O ônibus, que atualmente se encontra nas instalações da Maxar, em Palo Alto, na Califórnia, tem cerca de 4,2 metros de altura e será o responsável por impulsionar a OSAM-1 em suas manobras em órbita, através de um sistema de propulsores. As duas esferas de prata (visíveis na imagem acima) irão transportar o combustível que será usado no abastecimento do satélite alvo — e, assim, prolongando seu tempo de vida útil.

Após concluída a montagem do ônibus, que levará a OSAM-1 para o espaço, os testes devem continuar até meados de 2022, quando serão enviados às instalações do Goddard. Então, a NASA executará a integração e os testes de todos os componentes da missão OSAM-1, assim como, é claro, do ônibus, da carga útil e do SPIDER. A missão é financiada pela Diretoria de Missão de Tecnologia Espacial (STMD, sigla em inglês), da NASA, através de missões de demonstração de tecnologia.

Concepção artística do OSAM-1 abordando seu satélite alvo (Imagem: Reprodução/NASA)

Os benefícios que podem surgir com o sucesso do OSAM-1 são muitos; entre eles, a possibilidade de oferecer aos operadores de satélites novas maneiras de gerenciar suas frotas com maior precisão — inclusive pode se tornar uma grande ajuda para que empresas evitem mais destroços orbitando a Terra.

Fonte: NASA

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