Son of Sam | Quem é David Berkowitz, serial killer da nova série da Netflix?

Son of Sam | Quem é David Berkowitz, serial killer da nova série da Netflix?

Por Natalie Rosa | Editado por Jones Oliveira | 06 de Maio de 2021 às 16h00
Netflix

Para incrementar o catálogo de filmes e séries baseados em crimes reais, desta vez a Netflix traz a história do assassino em série David Berkowitz, também conhecido como Son of Sam, ou Filho de Sam. Os crimes do serial killer já haviam sido citados na série Mindhunter, também original da plataforma de streaming, que se inspirou em casos reais e que tenta entender a mente das pessoas que são capazes de cometer esses crimes terríveis.

Estamos falando de Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração, que estreou no dia 5 de maio. A série documental mostra como foi a busca pelo "Filho de Sam" no final da década de 1970, que chocou não só os Estados Unidos, onde fazia as suas vítimas, como o mundo todo. Na produção, vemos como o jornalista Maury Terry, que escreveu o livro Ultimate Evil, sobre a história do assassino em série, acreditava que David não cometia os seus crimes sozinho.

Depois de passar várias décadas tentando provar o seu argumento, que acabou trazendo complicações para a sua carreira, o cineasta Joshua Zeman decidiu continuar esse trabalho e reuniu conversas com pessoas que participaram das investigações, vídeos de noticiários, textos e arquivos, e montou o documentário. Antes de dar play na série documental, o Canaltech preparou uma breve ficha sobre quem era o serial killer.

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Imagem: Divulgação/Netflix

David Berkowitz

Nascido em Nova York, em 1953, David Berkowitz era filho adotivo de Pearl e Nathan Berkowitz. Muitos jornalistas, na época, argumentavam que a sua infância foi problemática e que isso o transformou em uma pessoa interessada em cometer crimes. Inclusive, descobriu-se, anos depois, que a matança começou assim que ele ficou sabendo ser adotado.

David serviu ao exército norte-americano e atuou na Coreia do Sul, e quando voltou começou a trabalhar em uma agência de correspondência. Seus crimes começaram no verão de 1976, no dia 29 de julho, e seguiram até 31 de julho de 1977, totalizando oito pessoas mortas de forma aleatória. As mortes foram cometidos com uma arma calibre .44, todos em Nova York.

As primeiras vítimas de Berkowitz foram os amigos adolescentes, Donna Lauria e Jody Valenti, que simplesmente estavam sentados em um carro em Pelham Bay. Inclusive, muitas de suas vítimas estavam nesta mesma situação. Por escolher matar de forma aleatória, a matança de David foi amedrontadora.

Por que "Filho de Sam"?

Em abril de 1977, David Berkowitz ganhou o apelido de Filho de Sam, e isso aconteceu depois do assassinato de Valentina Suriani e Alexander Esau, que também estavam em um carro. Depois da execução, o criminoso deixou uma nota perturbadora à polícia, rebatendo a forma em que era chamado na época. A mensagem dizia:

"Eu fiquei profundamente ofendido por vocês me chamarem de odiador de mulheres. Eu não sou um. Mas eu sou um monstro. Eu sou o Filho de Sam. Sam ama beber sangue. 'Vai lá e mate', ordena o pai Sam".

Imagem: Divulgação/Netflix

Afinal, David agiu sozinho ou não?

A abordagem da série documental é a investigação sobre ele ter cometido os crimes com alguma ajuda, o que não chegou a ser provado pela polícia. Somente ele foi condenado pelos crimes, mas muitos investigadores que trabalharam no caso, além de alguns jornalistas, analisaram as provas e passaram a acreditar que ele não teria puxado o gatilho, literalmente, em todos os crimes.

O jornalista John Hockenberry, por exemplo, que trabalhava na NBC, alegava que Berkowitz fazia parte de um grupo de satanistas, dizendo ainda que eles estavam "trabalhando com Satanás para tentar trazer muito caos". Os irmãos John e Michael Carr também chegaram a ser apontados como coparticipantes dos crimes, mas ambos já morreram e nunca foi possível confirmar ou não as acusações.

O que aconteceu com o "Filho de Sam"?

O início do fim da matança de Berkowitz começou no dia 9 de agosto de 1977, quando uma testemunha afirmou ter visto um "homem misterioso" carregando um "objeto escuro" na sua rua. No dia seguinte, a polícia encontrou o carro do serial killer e o prendeu. Quando foi abordado, o investigador perguntou quem ele era, e o criminoso respondeu que era Sam.

Ainda vivo, Berkowitz está com 67 anos e segue preso em Ulster County, Nova York, na Shawangunk Correctional Facility. O assassino em série foi condenado a, pelo menos, 25 anos de pena por cada um dos seis crimes cometidos, totalizando 300 anos de prisão, mas como ele se declarou culpado de todas as acusações, se tornou elegível para pedir liberdade condicional. Berkowitz vem tentando fazer esse pedido de liberdade condicional a cada dois anos desde 2002, mas a solicitação sempre foi negada. A sua última audiência aconteceria no ano passado, mas foi adiada devido à pandemia da COVID-19.

David Berkowitz chegou a ser entrevistado por Larry King em 2002, para a CNN, e contou que vem trabalhando na unidade de saúde mental da prisão, no que é chamado de programa de cuidado intermediário. "Eu estou aqui como um conselheiro para homens com problemas emocionais. Todas as manhãs, de segunda a sexta, eu vou lá trabalhar com eles. Isso é realmente um desafio e eu gosto muito de fazer isso", disse o assassino.

Assista ao trailer da série documental da Netflix sobre o serial killer:

Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração está disponível na Netflix em quatro episódios.

Fonte: Radio Times, Entertainment Daily

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