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Netflix vai encerrar o plano Básico no Brasil

Por| 19 de Outubro de 2023 às 12h03

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Rafael Damini/Canaltech
Rafael Damini/Canaltech
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A Netflix vai diminuir a quantidade de planos oferecidos no Brasil e, com isso, a modalidade Básica deixará de ser oferecida já a partir do fim do mês de outubro. O anúncio foi feito durante a apresentação do resultado fiscal da empresa no último trimestre, feita nesta quarta-feira (18), e faz parte da sua estratégia para impulsionar as assinaturas no plano com anúncios.

Com isso, os usuários do streaming não terão mais como assinar o plano mais modesto do serviço que não conta com propagandas. A assinatura básica custava R$ 25,90 e tinha suporte a uma única tela e conteúdo em HD. Com a sua remoção, o plano mais em conta sem anúncios é o Padrão, que custa R$ 39,90.

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Conforme o relatório já antecipa, a remoção do plano acontecerá já na próxima semana. Além do Brasil, países como Alemanha, Espanha, Japão, México e Austrália também vão contar com uma opção a menos de assinatura.

A empresa explica que, neste primeiro momento, a remoção vai ser feita apenas para novos assinantes ou para aqueles que forem renovar suas assinatura — ou seja, os atuais usuários não serão afetados. Contudo, a tendência é que essa migração completa aconteça logo em breve. Além disso, ela destaca que o plano Padrão com Anúncios vai receber a opção de fazer downloads, mas sem trazer uma data de quando o recurso será liberado.

O anúncio do fim do plano Básico vem na sequência do anúncio de reajustes em outras partes do mundo. No mesmo relatório fiscal, a Netflix confirmou que vai subir o preço da assinatura nos Estados Unidos, Reino Unido e França. No Brasil, porém, o streaming já descartou mexer nos preços.

O que explica o fim do plano Básico?

Como dito, a ideia da Netflix é justamente impulsionar o volume de usuários dentro da modalidade Padrão com Anúncios, que custa R$ 18,90 mensais e é uma parte estratégica da geração de receita da empresa. E, de forma bastante resumida, a ideia é estimular que mais pessoas assinem esse plano para poder atrair também mais anunciantes.

Dessa forma, por mais que a receita vinda de assinaturas caia um pouco por ser uma opção mais barata, esse déficit é facilmente compensado por um aumento de verba publicitária. Com uma base de usuários maior, fica mais fácil negociar anúncios para mais empresas, além de poder cobrar mais por esse espaço tão valioso.

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No relatório fiscal divulgado no dia 18 de outubro, a Netflix destaca esse crescimento das assinaturas com anúncio como uma de suas prioridades. Segundo o streaming, somente no terceiro trimestre de 2023, esse tipo de assinatura cresceu quase 70% em relação ao período anterior e, agora, a modalidade representa cerca de 30% de todos os novos usuários nos 12 países em que existe essa opção.