Netflix confirma disparada da audiência em tempos de pandemia

Por Rafael Arbulu | 24 de Março de 2020 às 10h11
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O Chief Content Officer da Netflix, Ted Sarandos, disse nesta semana, em entrevista à CNN, que o isolamento da população causado pelo avanço do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, levou a um aumento no volume de audiência das séries de catálogo da empresa. Sarandos também confirmou que, pela mesma razão, todas as produções que a Netflix vinha executando estão paralisadas por tempo indeterminado.

"Honestamente, tem sido uma disrupção massiva: cada uma de nossas produções por todo o mundo está suspensa”, disse o executivo. “Eu creio que isso é algo sem precedentes na história. Tivemos pessoas que, de repente e sem aviso prévio, se viram sem trabalho, então estamos pensando em formas de manter a produtividade em alta”.

Sarandos ressaltou, porém, que o objetivo primário da Netflix é assegurar que as pessoas estejam cuidando de si mesmas durante esse período conturbado: “Elas têm de se preocupar com elas próprias, antes de tudo”. A empresa diz ter pago os salários e compensações das equipes desligadas com pelo menos duas semanas de adiantamento, antes de mandar seus membros de volta para casa. As produções interrompidas incluem grandes séries, como The Witcher.

No que tange à audiência, Sarandos foi enfático: todo canal de entretenimento está, ou deverá estar, em breve, passando por altas de acesso e visualizações. “Tudo está subindo. Usuários estão acessando mais a Netflix, assistindo mais à CNN ou à TV aberta. O mais importante é, como dizem as autoridades, que você fique dentro de casa. Então temos orgulho de sermos uma parte disso, de tornar essa experiência interna um pouco mais proveitosa e tolerável”.

O CCO ainda ressaltou que “falta de conteúdo” não será um problema para os usuários. Pelo menos não neste momento. Segundo o executivo, a maior parte das produções da Netflix é conduzida de forma adiantada, então raramente situações como hiatos de meio de temporada impactam a empresa ou seu catálogo. Ele admite, porém, que isso pode mudar se a atual situação perdurar até o final do ano, sem fornecer mais detalhes.

Alívio europeu

Sarandos também falou brevemente sobre a decisão da Netflix de reduzir a qualidade de seus streamings para aliviar a carga no tráfego de internet na Europa. Na última semana, autoridades da União Europeia pediram que empresas e serviços como a Netflix, o YouTube e o Disney+ para adotarem a medida com medo de que o aumento no volume de audiência em seus serviços causasse quedas na infraestrutura do continente, o que poderia gerar complicações para situações de risco que dependam da internet.

“Todos os provedores de vídeo estão trabalhando junto aos órgãos de regulamentação da União Europeia para reduzir o bitrate de suas atrações e aliviar o estresse da internet, assegurando que ela permaneça disponível para serviços de emergência. Obviamente, nós acatamos esse pedido e vamos implementá-lo em outras partes do mundo, conforme a necessidade”, ele explicou.

O executivo ressaltou, porém, que a queda na resolução dos vídeos seria “quase imperceptível” aos olhos do espectador, dando a entender que a experiência de assistir a um filme ou série na Netflix seria, majoritariamente, de impacto reduzido para a maioria.

Fonte: CNN

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