Esquadrão Suicida | David Ayer desabafa e diz que filme não é seu

Esquadrão Suicida | David Ayer desabafa e diz que filme não é seu

Por Laísa Trojaike | Editado por Jones Oliveira | 02 de Agosto de 2021 às 11h45
Warner Bros.

Em 2020, a campanha de Zack Snyder para que a Warner Bros liberasse recursos para fazer um novo corte de Liga da Justiça ganhou corpo na internet. O movimento alimentou uma segunda campanha, que daria a David Ayer a oportunidade de contar sua história, já que há muito sabemos que Esquadrão Suicida também foi um filme que sofreu uma intensa interferência da produção. Acontece que uma nova versão não foi aprovada e, agora, o estúdio está prestes a lançar o meio-reboot de James Gunn, deixando o trabalho de Ayer no passado.

Com a proximidade da estreia do novo O Esquadrão Suicida, começaram a surgir as primeiras análises, como a do crítico Tim Grierson, do Screen Daily, que publicou sua resenha junto a um tuíte em que diz ter adorado o novo filme, algo que imaginou que jamais escreveria. Um usuário, em resposta, comentou que o texto é "um bom lembrete de que David Ayer é realmente um dos piores cineastas de estúdio em muito tempo".

A tréplica de Grierson dizia que “Muitas vezes, enquanto assistia ao novo filme, eu pensei ‘É, David Ayer deveria simplesmente abandonar a ideia da versão do diretor". A troca de tuítes, no entanto, não foi ignorada pelo diretor, que publicou um tremendo texto em sua defesa.

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Iniciando uma carta de três páginas, Ayer começa falando "minha vez" e explica que não sabe o que significa desistir. Ele, então, relata a história de sua vida, passando por momentos da infância e tocando em lembranças traumáticas, como a morte dos pais em uma manhã de Natal quando ele tinha apenas quatro anos. Na sequência, ele relata sua passagem por lares de adoção, fala sobre abuso e sobre um crescimento complicado e repleto de violência.

Após comentar sobre sua traumática (e amadurecedora) passagem pela marinha, Ayer explica que começou a escrever roteiros após ter sido incentivado por alguém que acreditava nele (enquanto ele mesmo não acreditava) e que essa arte salvou sua vida. Após anos de sofrimento, ele finalmente foi reconhecido pelo roteiro de Um Dia de Treinamento, filme que rendeu um Oscar de Melhor Ator para Denzel Washington e uma indicação a categoria de Melhor Ator Coadjuvante para Ethan Hawke.

David Ayer no set de Esquadrão Suicida (Imagem: Reprodução/Warner Bros.)

Mas o que era o seu Esquadrão Suicida? Ayer explica:

"Eu coloquei minha vida em Esquadrão Suicida. Eu fiz algo incrível — Meu corte é uma jornada intrincada e emocional com algumas 'pessoas más' que são cagadas e descartadas (um tema que ressoa em minha alma). O corte do estúdio não é meu filme. Leia de novo.

E meu corte não é o corte do diretor de 10 semanas — É uma edição totalmente madura de Lee Smith sobre a incrível obra de John Gilroy. E tudo com a brilhante trilha de Steven Price, sem uma única música de rádio em todo o filme.

Possui arcos de personagem tradicionais, performances incríveis e uma resolução sólida do 3º ato. Um punhado de pessoas viram isso. Se alguém diz que viu, é porque não viu".

Com isso, o diretor deixa claro que a montagem conseguiu mudar completamente a história que ele pretendia contar e justifica performances como a do Coringa, imensamente criticado até hoje, mas cuja persona poderia fazer sentido em uma história diferente, que nos forneceria outras premissas para pensar a atuação de Jered Leto.

Will Smith como Pistoleiro e David Ayer no set de Esquadrão Suicida (Imagem: Reprodução/Warner Bros.)

Ayer também comenta o uso das “músicas de rádio”, referindo-se a canções como Bohemian Rhapsody, da banda Queen, que embalou o primeiro trailer de Esquadrão Suicida. De 2016, seu filme chegava no rastro do sucesso da Marvel Guardiões da Galáxia, que tem como ícone a mixtape com ícones musicais de Peter Quill (Chris Pratt) e, não a toa, o meio-reboot tem o mesmo diretor da “concorrência”, James Gunn.

Ao final do texto, Ayer deixa claro que não vai explicar os pormenores do acontecido e que, se depender dele, isso permanecerá em segredo, o que faz parte do seu jeito “old school”, indicando que ele ainda age segundo as regras das ruas e deixando claro que não vai ser o X9.

Fonte: GamesRadar

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