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Crítica Perdida | Mesmo com erros, filme tem chances de agradar aos românticos

Por| Editado por Jones Oliveira | 11 de Julho de 2023 às 14h55

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Divulgação/ Star Distribution
Divulgação/ Star Distribution

Transformar um livro de sucesso em um filme nem sempre é tarefa fácil, mas Perdida consegue agradar mesmo com alguns tropeços. O longa é dirigido por Katherine Chediak e é baseado no livro homônimo de Carina Rissi, autora de obras infanto-juvenis que teve outros trabalhos adaptados, como a série da HBO No Mundo da Luna e o longa Procura-se Um Marido, estrelado por Camila Queiroz.

Na produção que chega aos cinemas no dia 13 de julho, quem aparece como protagonista é Giovanna Grigio, atriz que ganhou destaque no folhetim Malhação e no reboot de Rebelde. Jovem e talentosa, ela brilha como Sophia, uma moça romântica que trabalha em uma editora de livros e sonha em republicar uma edição de Orgulho e Preconceito, o clássico de Jane Austen.

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Acontece que nem tudo sai como ela planejava e além de não ter êxito no trabalho, Sophia ainda briga com sua melhor amiga. Tudo só piora quando ela entra em um táxi e conhece uma mulher estranha, que nada mais é do que sua fada madrinha que a transporta para o século XIX, fazendo com que ela viva o romance de época que sempre sonhou com Ian Clarke (Bruno Montaleone).

Com essa premissa romântica e vintage, Perdida consegue entregar exatamente o que o público quer: uma adaptação que não fuja muito da trama do livro e que seja repleta de cenas melosas e fantasiosas. O mérito fica para os roteiristas que conseguiram fazer com que os leitores identificassem a história na telona.

Já falando em erros, a derrapada acontece quando, focados em ser o mais fiel possível aos costumes do século XIX, o time entrega diálogos chatos e rebuscados demais que são cansativos na maioria das vezes.

É um tal de senhorita pra cá, mileide para lá e uma música clássica chatíssima ao fundo que dá vontade de desistir do filme em alguns momentos. É algo tão pouco criativo, caricato e repetitivo que beira o insuportável. Quem for mais persistente, no entanto, e continuar assistindo, conseguirá se encantar com a atuação de Nathália Falcão como Elisa, a irmã de Ian.

Entre as muitas senhoritas que aparecem no filme, ela é a única que consegue entregar uma personagem de época mais natural. Isso porque o texto rebuscado não soa travado na sua boca e sai com muita fluidez. Em resumo, ela realmente parece uma menina que nasceu no século XIX e não uma mulher de 2023 que está fantasiada para um filme.

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Protagonista agrada, mas coadjuvantes derrapam

Já que falamos no elenco, vale ressaltar que ter escalado Grigio para ser a protagonista foi o grande acerto de Perdida. A atriz conseguiu levar o filme nas costas quase sempre sozinha. Quando contracena com Bruno Montaleone, ela se sobressai ainda mais.

Morno, apático e inexpressivo, Bruno entrega um Ian lerdo e sem um pingo de tempero, incapaz de despertar paixão em qualquer pessoa sequer. Giovanna o engole em cena, mesmo tentando fazer a química do casal funcionar.

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Outro que não agrada é Helio de La Peña. Famoso pelo humorístico Casseta & Planeta, ele é um médico sem graça e parece sempre travado em cena. Lucinha Lins, por sua vez, até que entretém como a neurótica avó de Valentina, uma das pretendentes de Ian, mas não se destaca.

Quem rouba a cena mesmo é Luciana Paes, como a (sa)fada madrinha de Sophia. Apesar de aparecer em poucos momentos, ela é um excelente alívio cômico. A atriz, que já brilhou muito na comédia, também tem trabalhos de destaque no drama, como nas séries 3% e Me Chame De Bruna.

Figurinos e cenários são o ponto alto de Perdida

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Se o elenco deixa a desejar, os figurinos e os cenários fazem Perdida se tornar um bom filme romântico. Isso porque as roupas parecem ter sido escolhidas a dedo para cada personagem e a caracterização não deixou falhas, conseguindo transportar o espectador para o final do século XIX, quando charretes, vestidos longos com anáguas e ternos e cartolas eram comuns. Além disso, as paisagens também enchem os olhos. São muitas áreas verdes e florestas que remontam a uma época pouco urbanizada que criam a ambientação perfeita para esse tipo de história.

O deslize fica por conta dos efeitos especiais. Para fazer Sophia trocar de um século para o outro, a direção de arte escolheu usar uma “porta mágica” que irradia uma espécie de luz azul. Esse efeito é tão forçado e brega que infantilza o filme, causando uma decepção desnecessária. Apesar de ser uma fantasia, o bom gosto é fundamental.

Perdida vai agradar aos últimos românticos

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Ainda que tenha alguns tropeços relevantes, o filme dirigido por Chediak e roteirizado por Luiza Tubaldini, Dean Law e a própria Carina Rissi não é de todo ruim e tem potencial para agradar os últimos românticos, como diria Lulu Santos. Isso quer dizer que aquelas pessoas que amam uma fantasia melosa de época, repleta de cenas românticas, vão gostar da produção.

Além disso, quem já leu a saga também não deve se decepcionar, já que os roteiristas se preocuparam em tentar manter o filme o mais fiel possível aos livros.

Se você quiser dar uma chance ao filme, pode assisti-lo nos cinemas a partir do dia 13 de julho. Lembrando que a classificação indicativa do longa é 12 anos.