Crítica Bridgerton | Temporada 2 é menos apelativa e mais romântica

Crítica Bridgerton | Temporada 2 é menos apelativa e mais romântica

Por Natalie Rosa | Editado por Jones Oliveira | 24 de Março de 2022 às 20h00
Netflix

Finalmente os fãs ansiosos pela segunda temporada de Bridgerton podem se deliciar com mais uma história de romance da Londres antiga. A série, que estreou no final de 2020, conquistou aqueles que já acompanhavam os livros de Julia Quinn, mas também quem não fazia ideia do que a trama se tratava.

Produzida pela Shondaland, produtora de Shonda Rhimes, Bridgerton é uma série de época que acompanha a família de mesmo sobrenome durante, digamos assim, temporadas casamenteiras para a alta sociedade. Enquanto nos primeiros episódios vimos como surgiu a relação fogosa entre Daphne (Phoebe Dynevor) e Simon (Regé-Jean Page), chegou a hora de acompanhar o surgimento de uma nova paixão, dessa vez mais recatada.

Na nova temporada o protagonismo não é mais de Daphne (Imagem: Divulgação/Netflix)

Atenção: esta crítica pode conter spoilers da segunda temporada de Bridgerton!

Na segunda temporada de Bridgerton, é hora de Anthony (Jonathan Bailey) escolher uma esposa para o resto da vida, e essa busca é motivada por traumas do passado apresentados em detalhes logo no começo da trama. Quando ainda jovem, o rapaz viu o pai morrer em frente aos seus olhos após ser picado por uma abelha.

O evento traumático deixou a mãe de Anthony desolada, enquanto o filho decidia que nunca iria se casar por amor não só para não sentir essa dor da perda, como para não causar isso em alguém. Mas o que aprendemos na vida e nos romances que assistidos é que essas situações não são uma opção, simplesmente acontecem.

Ódio x amor

O casal da vez é Kate Sharma (Simone Ashley) e Jonathan, mas a concretização do amor à primeira vista demora a acontecer. Ao contrário da primeira temporada, a atração emocional e física entre os dois fica apenas na tensão sexual que acontece a cada momento em que se encontram.

Eles se conheceram porque a irmã de Kate, Edwina (Charithra Chandran), estava aproveitando a temporada para conhecer seu futuro marido. Como a união com Anthony beneficiaria ambas as famílias, ambos estavam dispostos a se casar. Mas Bridgerton nunca esconde que o interesse romântico existia apenas nela, enquanto ele pensava apenas no conforto, aparência e segurança.

O casal da temporada se apaixona imediatamente (Imagem: Divulgação/Netflix)

Em meio ao surgimento de um amor proibido, os novos episódios também se concentram no suposto ódio entre o casal apaixonado, mas deixando o contato entre as peles de lado. Na primeira temporada, Daphne e Simon não conseguiam controlar seus desejos, protagonizando muitas cenas de sexo. Na segunda, é possível contar nos dedos a quantidade de contato sexual existente.

Não que as cenas de sexo da primeira temporada tenham sido desnecessárias, afinal não há nada demais em admirar duas pessoas bonitas se amando em cenas extremamente bem coreografadas. Nesta, no entanto, a série mostra que uma construção mais lenta de uma paixão também é interessante e agradável de assistir, como se o espectador estivesse em frente a uma boa comédia romântica esperando pelo primeiro beijo entre os protagonistas, que estão sentindo tudo o que evitaram a vida inteira.

Drama

Como as coisas não são nada fáceis e é impossível controlar os sentimentos, a segunda temporada de Bridgerton traz a dose de drama na medida certa. Edwina demora a perceber as faíscas entre Kate e Anthony, até que o seu noivado desaba, assim como a relação com a irmã. Com segredos sendo revelados e pequenas tragédias acontecendo, os novos episódios todos os clichês de um romance meloso, e ainda assim ter uma história agradável.

Penelope e Eloise trazem enredos interessantes à série (Imagem: Divulgação/Netflix)

Os dramas também se estendem, claro, à história de Lady Whistledown, agora que sabemos que quem está por trás das publicações que contam as melhores fofocas da alta sociedade de Londres é Penelope Featherington (Nicola Coughlan).

Seu trabalho acaba sendo prejudicado pela busca incessante de Eloise (Claudia Jessie), sua melhor amiga, pela identidade de Whistledown. Até que a revelação aconteça, a perseguição e o medo da revelação trazem os enredos mais interessantes da temporada. As personagens envolvidas são tão cativantes, carismáticas e complexas, abordando questões mais profundas que vão além de um romance e boas aparências.

A segunda temporada de Bridgerton é mais lenta, mas garante a apreciação até o último segundo. A trama aproveita a garantia da popularidade e se leva mais a sério, mostrando que é capaz de entregar histórias tão atrativas quanto seus elementos visuais e uma versão mais fantasiosa do passado, sem precisar ser apelativa.

Os novos episódios de Bridgerton estreiam em 25 de março na Netflix.

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