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Bem-Vindos à Vizinhança | Conheça a história assustadora da série da Netflix

Por| Editado por Jones Oliveira | 10 de Outubro de 2022 às 17h20

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Reprodução/ Netflix
Reprodução/ Netflix
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Bem-Vindos à Vizinhança é a nova série de suspense da Netflix, que estreia em outubro. Com produção executiva de Ryan Murphy (American Horror Story) e Ian Brennan (Dahmer: Um Canibal Americano), a obra é baseada em uma história real, e acompanha uma família que realiza o sonho de comprar uma casa no subúrbio de Westfield, no estado de Nova Jersey. Tudo parecia um sonho, mas antes de se mudarem eles começaram a receber cartas misteriosas e ameaçadoras assinadas por um pseudônimo de “O Vigilante”.

Essa história de terror começou em 2014 e só foi terminar em 2019, mas para entendermos melhor, precisamos dar alguns passos atrás. Tudo começou quando o casal Dereck e Maria Broaddus, finalmente, conseguiu comprar a casa que tanto desejava na rua 657 Boulevard, em um subúrbio de uma das cidades mais seguras dos Estados Unidos. Pensando, estarem realizando um sonho, eles tinham o intuito de se mudarem com seus três filhos de 5, 8 e 10 anos para o local.

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Acontece que antes disso, três dias após comprarem a casa, e enquanto ainda estavam fazendo os últimos ajustes, eles receberam uma carta um tanto quanto ameaçadora. A correspondência dizia:

Querido novo vizinho no 657 Boulevard, permita-me dar-lhe as boas-vindas ao bairro. O 657 Boulevard é o assunto da minha família há décadas e, à medida que se aproxima de seu 110º aniversário, fui encarregado de observar e esperar sua segunda vinda. Meu avô vigiava a casa na década de 1920 e meu pai na década de 1960. Agora é minha vez. Você conhece a história da casa? Você sabe o que está dentro dos muros do 657 Boulevard? Por que você está aqui? Eu descobrirei.

Assustados, o casal conversou com alguns poucos vizinhos para tentar entender o ocorrido e também foram atrás de John e Andrea Woods, os antigos proprietátios que havia vendido a casa. Os Woods disseram que pouco antes de se mudarem também haviam recebido uma carta estranha, mas tirando isso, nunca tiveram correspondências anônimas durante os 23 anos que moraram no local. Desse modo, eles jogaram a carta fora sem dar a ela muita importância.

Perdidos, os Broaddus decidiram procurar o detetive Leonard Lugo, na delegacia regional, que os pediu para não comentarem com nenhum vizinho sobre o ocorrido já que todos poderiam ser suspeitos.

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Os suspeitos

A partir desse momento, qualquer vizinho poderia ser um suspeito, mas os principais eram os membros da família Langfords. Isso porque uma das cartas reforçava que o ato de vigiar a casa era uma tradição de família, e os Langfords estavam na rua há anos.

Todas as janelas e portas do 657 Boulevard me permitem observá-lo e rastreá-lo enquanto você se move pela casa. Quem sou eu? Eu sou o Vigilante e estou no controle do Boulevard 657 há quase duas décadas. A família Woods entregou a você. Era a hora deles seguirem em frente e gentilmente venderam quando eu pedi.
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Além disso, em outra correspondência, O Vigilante identificava os filhos do casal pelo nome e falava sobre um cavalete, perguntando se uma das crianças era artistas. Para isso, ele precisaria estar perto o suficiente para ouvir os nomes quando Maria gritava pelos filhos e também para enxergar o cavalete no quintal, e a casa dos Langfords estava na localização exata para isso.

Apesar dessas suspeitas, no entanto, não haviam provas concretas e o chefe de polícia disse ao casal que a não ser que houvesse uma confissão, não havia muito o que ser feito.

A investigação

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Frustados com a ação da polícia, o casal começou sua própria investigação, colocando webcams espalhadas pelo local e ficando à espreita para tentar descobrir algo. Dereck ficou tão obcecado que Maria, sua esposa, achou que ele estivesse ficando louco.

Eles também contrataram um investigador particular e Robert Lenehan, um ex-agente do FBI, para conduzir o caso. Lenehan, reconheceu vários tiques antiquados nas cartas, o que apontava para um escritor mais velho. Ele recomendou que o casal procurasse ex-governantas ou seus descendentes. Talvez O Vigilante (ou The Watcher, como é conhecido em inglês) estivesse com ciúmes porque os Broadduses haviam comprado uma casa que o escritor não podia pagar.

O fato é que as investigações não retornavam provas consistentes. Haviam até outros suspeitos como dois criminosos sexuais infantis encontrados a poucos quarteirões, e o casal que vivia atrás do 657 Boulevard e mantinha um par de cadeiras de jardim estranhamente perto da casa vigiada, mas não havia como acusá-los de fato.

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A venda da casa

Aterrorizados e sem nunca terem morado de fato no local, o casal decidiu vender a casa seis meses após comprá-la. Eles foram morar com os pais de Maria enquanto continuavam a pagar a hipoteca e os impostos sobre a propriedade.

Para evitar que o prejuízo fosse ainda maior, tentaram vendê-la por mais do que pagaram, até mesmo porque haviam feito reformas e melhorias no local, mas como o boato sobre as cartas já havia se espalhado, as chances de fazer um bom negócio diminuiram drasticamente. Um corretor chegou a enviar um e-mail dizendo que seu cliente havia amado a propriedade, mas que precisava saber mais sobre os boatos.

Desse modo, os Broaddus enviaram uma divulgação parcial das cartas aos compradores interessados ​​e disseram ao corretor de imóveis que as divulgariam a qualquer pessoa cuja oferta fosse aceita. Ainda sim, as coisas não estavam dando certo para o casal.

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A certa altura surgiu uma outra teoria sobre o caso. Vizinhos, desacreditados de tudo que estava acontecendo e acreditando se tratar de uma lenda urbana, sugeriram que o próprio casal tivesse enviado as cartas para eles mesmos.

Para eles, os Broaddus estavam com remorso de ter comprado a casa ou se deram conta de que não poderiam pagá-la, ou ainda, Derek estava tramando algum tipo de fraude de seguro. Havia também a hipótese que eles estavam em busca de um contrato para um filme. O casal, de fato, recebeu várias propostas, mas recusou todas.

O Vigilante era uma mulher

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Acreditando ou não, a verdade é que a "presença" do Vigilante mexeu com os moradores do bairro. Laurie Clancy, uma professora de piano, disse que um de seus alunos veio para uma aula logo após a notícia do Vigilante e começou a chorar.

Em determinado momento da investigação, Barron Chambliss, um detetive veterano da polícia de Westfield, foi convidado a examinar o caso e descobriu que o DNA presente em um dos envelopes pertencia a uma mulher, mas não era nem de Maria e nem de Abby Langford (a irmã de Michael, o principal suspeito). Pouco tempo depois, a polícia descartou que os Langfords pudessem ser culpados e a investigação empacou novamente.

A imprensa

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O caso de O Vigilante extrapolou os limites do bairro e ganhou destaque na imprensa local e nacional. Muitos vizinhos ficaram preocupados que tal repercussão pudesse arruinar o bom nome da cidade e desvalorizar seus imóveis.

O desfecho

Sem conseguir vender a casa, depois de enfrentarem várias dificuldades, os Broaddus conseguiram alugá-la, mas o valor não cobriu a hipoteca. Além disso, eles ainda percebem o impacto do ocorrido em suas vidas. Seus filhos são provacados na escola e eles ainda vivem sob rumores de serem vigaristas.

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Mas o Vigilante não foi o único que escreveu cartas anônimas. No Natal de 2017, os vizinhos receberam correspondências assinadas pelo pseudônimo “Amigos da Família Broaddus”. O texto defendia o casal e havia sido enviado pelo próprio Derek que, exausto, afirmou que aquelas eram as únicas cartas anônimas que havia mandado e que estava cansado de assistir silenciosamente enquanto as pessoas lançavam acusações contra sua família sem nenhum fundamento.

Os Broaddus conseguiram vender a casa junho de 2019 por mais de U$ 900 mil dólares (mais de R$ 4 milhões), e a verdadeira identidade do Vigilante nunca foi descoberta.

Quando Bem-Vindos à Vizinhança estreia?

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Se você ficou curioso sobre a história, temos uma boa notícia; a série Bem-Vindos à Vizinhança estreia dia 13 de outubro na Netflix.