O que podemos fazer para trazer mais jovens para as áreas de tecnologia?

Por Marco Santos | 24 de Fevereiro de 2021 às 10h00
Divulgação

Sigo reflexivo com a educação no Brasil. Muitos jovens já retornaram às aulas, e quem está no ensino médio passa a entrar em contato com a escolha de uma profissão. Comentei no artigo anterior a importância de repensar a forma de ensinar e entendo ser preciso bater novamente nessa tecla. O jeito com que os jovens são educados para o mercado de trabalho precisa se adaptar às tendências profissionais o quanto antes.

Vivemos agora uma era de transformação digital. A tecnologia está presente em todos os meios de nossas vidas, para onde você olha há a presença da cultura digital e assim seguirá. Essa expansão gera a necessidade de uma mão de obra qualificada, e quando falamos de TI, já sabemos o quão escassa ela é. Essa área está em constante evolução, e a cada dia que passa o seu crescimento é maior.

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Um relatório desenvolvido pelo LinkedIn neste ano confirma essa tendência ao indicar que os cargos em tecnologia ocupam o segundo lugar no ranking de categorias de empregos que irão impulsionar o mercado de trabalho brasileiro em 2021. Ele também indicou que essa área manteve um crescimento constante em 2020, mesmo com a pandemia.

As possibilidades já estão batendo na porta dos jovens. Como prepará-los para isto? Precisamos repensar a estrutura que oferecemos, a fim de que eles possam se interessar pelas áreas de tecnologia. Mas somente isto não basta, é importante estimulá-los a aprender a reaprender, considerando que estamos em um ambiente de constantes atualizações. Inclusive, defendo que este papel não cabe apenas às escolas, mas também às empresas ligadas à transformação digital e à sociedade como um todo.

O movimento Meu Futuro Digital nasceu justamente para promover este plano. Criamos esse projeto exponencial com o objetivo de transformar o Brasil para se tornar o país do futuro do trabalho e da educação por meio da tecnologia da informação. A partir de parcerias com grandes empresas, hoje já possibilitamos a inserção de jovens talentos na área, por meio de programas de capacitação, mentoria, apoio financeiro e colocação profissional.

O Meu Futuro Digital é só a ponta de um iceberg importante e necessário para promovermos a transformação digital que tanto ansiamos para o Brasil. É extremamente urgente que mais iniciativas sejam feitas. As mudanças estão aí e precisamos nos movimentar para acompanhar o restante do mundo.

Existe um bom contingente de boas cabeças pensantes dentro das escolas, mas temos de alcançá-las de fato, oferecendo conhecimentos instigantes, provocativos, a partir de novas metodologias que apontem para as possibilidades infindas que temos no nosso segmento Só assim iremos atingir o crescimento exponencial digital que tanto ansiamos.

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

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