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As BigTechs estão demitindo, mas tem muita empresa contratando!

Por| 13 de Março de 2023 às 10h00

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Envato/gstockstudio
Envato/gstockstudio

Apesar das demissões em massa das BigTechs, a área de TI continua bombando. Então onde estão essas vagas? Qual perfil as empresas estão buscando?

Com o grande derramamento de profissionais de TI ocasionado pelos desligamentos em massa das BigTechs, muitas empresas de setores produtivos mais convencionais estão com as portas abertas e contratando!

São empresas dos mais diversos setores, como Medicina e Saúde, Comércio e Varejo, Logística, Energia, Turismo, Construção Civil, Educação, Bancário, Serviços e diversos outros. Também estão inclusos os mais variados segmentos do setor industrial, tais como as indústrias automotivas, metalúrgicas, eletroeletrônicas, aeroespacial etc.

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No entanto, há uma questão a ser equacionada para conseguir uma boa vaga: “O que as empresas estão procurando” versus ”O que eu posso oferecer”.

E quando analisadas sob essa perspectiva de investimento em TI, todas elas se encaixam em dois perfis distintos: o das empresas que enxergam o setor como ativo estratégico e o das que enxergam como custo.

Nos tópicos abaixo detalho um pouco melhor cada um desses perfis, como se relacionam com TI, e que tipo de profissional eles estão procurando.

Empresas que enxergam TI como ativo estratégico

As empresas que enxergam TI como ativo estratégico, via de regra, valorizam o investimento em equipamentos, software, pessoas e capacitação. Neste grupo, há empresas mais ou menos maduras nas questões de TI, e com maior ou menor capacidade orçamentária, mas em comum elas têm a visão de que é necessário investir dinheiro em TI e ter bons profissionais na área.

Neste grupo, estão empresas que:

  • Têm base tecnológica, tais como as bigtechs (Google, Facebook, etc), as fintechs (ex: NuBank) e demais “startup-techs”, a indústria de software, plataformas de e-Commerce (Mercado Livre, Magalu, ...), e empresas de serviços baseadas em processos digitais (ex: Decolar), entre outras.
    Têm alto grau de tecnologia embarcada, como é o caso da indústria automobilística e aeroespacial (ex: Bosch, Volkswagen, etc), além de alguns segmentos da agroindústria e de alimentos.
  • Têm alto grau de dependência de processos digitais, e normalmente são empresas de serviços ou indústria que dependem de processos integrados, ágeis e modernos para funcionar (ex: Mahle, Fedex, etc)
  • Essas empresas têm em comum a valorização da área de TI, a busca por evolução constante de produtos e processos digitais e a visão de que TI é investimento (e não custo), além de entender que TI deve participar das tomadas de decisão corporativas por se tratar de uma área integrativa e estratégica.

Para tanto, buscam profissionais muito bem capacitados, uma vez que há grande exigência por qualidade, produtividade, resultados e eficiência. Buscam também profissionais especializados em certos segmentos tecnológicos, pois entendem que sistemas complexos de TI exigem times multifacetados e colaborativos.

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Normalmente essas empresas já contam com estrutura de TI bem definida e buscam colaboradores mais qualificados e especialistas em detrimento de profissionais mais generalistas e com conhecimento superficial.

Há espaço, no entanto, para diversos níveis de profissionais, iniciando pelos estagiários e júniors, passando pelos plenos, e principalmente para sêniors. Buscam também, além de devs, gestores e especialistas diversos (UX, Data Science, IA, DBA, etc).

Dica para quem é novato na área: apesar de essas empresas darem preferência a profissionais já formados e com experiência devido a demanda reprimida por soluções a serem desenvolvidas, algumas dessas empresas estão investindo em capacitação de profissionais visando o médio e longo prazo. No entanto, é nítido que o tempo necessário para capacitação e a alta taxa de turnover (rotatividade e desistência) desestimulam um pouco esse tipo de contratação.

Empresas que enxergam TI como custo

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As empresas que enxergam TI como custo, a meu ver, são empresas com baixo grau de dependência tecnológica ou que não enxergam a baixa maturidade em TI como risco competitivo.

É o caso, por exemplo, de pequenas indústrias voltadas ao setor primário (ex: metalúrgicas), as micro e pequenas empresas baseadas em serviços, muitos negócios familiares de pequeno e médio porte, pequenos comércios, propriedades rurais tradicionais, e muitas companhias (não todas!) de setores mais conservadores da economia tais como Construção Civil e Educação.

Nestes casos, a busca por profissionais de TI é baseada em demandas de baixo impacto e pouca complexidade. Por enxergarem o setor como custo, as empresas não têm a cultura de valorizá-lo e tampouco os profissionais, pagando baixos salários e exigindo pouco de seus colaboradores.

Outro fator é que, nestas empresas, TI é visto como um departamento de apoio e não uma área estratégica, e normalmente um mesmo profissional atende a diferentes demandas das mais diversas esferas, como o conserto de impressoras e computadores, serviços de infraestrutura e redes, geração de relatórios gerenciais, desenvolvimento de pequenos softwares entre muitos outros.

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Um ponto importante: Os baixos salários para a área de TI são, muitas vezes, acima da média salarial de outras posições dentro da mesma empresa. Assim, pode ser uma interessante oportunidade de trabalho para quem se contenta com esse cenário ou para quem está buscando ganhar experiência e não consegue oportunidade em empresas mais evoluídas tecnologicamente.

Empresas de baixa maturidade tecnológica que buscam transformação digital

Muitas empresas de baixa maturidade tecnológica começaram, recentemente, a investir na modernização do parque produtivo (máquinas, softwares, processos, mentalidade, qualificação de pessoas). É a chamada Jornada de Transformação Digital, na qual os profissionais de TI passam de coadjuvantes a protagonistas.

Consequentemente, os profissionais dispostos a comprar esse desafio poderão, se bem-sucedidos, vivenciar uma ascensão profissional muito mais rápida do que em empresas mais estabelecidas e, nesta matemática, pode ser interessante aceitar propostas de trabalho em empresas que ofereçam salários um pouco menores, mas que tragam uma maior expectativa de crescimento profissional e salarial.

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Há vagas!

Enfim, o mercado está contratando em todos os níveis, e a depender do seu cenário e perfil vai encontrar maior ou menor dificuldade de recolocação profissional. Mas o mais importante é entender se a empresa que está te contratando atende às suas expectativas e está alinhada com seus objetivos profissionais pois, caso contrário, pode ser que você se sinta super pressionado em empresas mais performáticas ou muito desvalorizado dentro da bolha das empresas de baixa maturidade em TI.

E você, já refletiu sobre esse novo panorama, redesenhou suas expectativas e identificou onde estão as suas oportunidades?