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Crítica Pearl | Terror conquista com uma boa atriz e uma mente perturbada

Por| Editado por Jones Oliveira | 10 de Fevereiro de 2023 às 22h00

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Pearl, um dos filmes mais recentes do diretor Ti West, conhecido por assinar diversas produções de terror, finalmente chegou aos cinemas brasileiros. A trama é um prequel de X: A Marca da Morte, contando com identidade própria e bastante personalidade.

O filme é estrelado mais uma vez por Mia Goth, atriz de ascendência brasileira que entrega uma aula de interpretação. Pearl é uma personagem de características mais do que perturbadoras, o que torna mais difícil a tarefa de chocar, entreter e até render algumas risadas de desespero.

Atenção: esta matéria pode conter spoilers de Pearl!

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Pearl traz momentos tão perturbadores da personagem de Mia Goth que, em alguns momentos, é impossível não rir, ainda que em estado de choque.

A protagonista é uma pessoa frustrada com a própria vida e difícil de conviver. É como se no cérebro dela existisse um universo em que somente ela mora ali, vivendo em sua própria psicopatia, e abrindo as portas para o perigo.

O sonho de Pearl

A jovem Pearl, que vive com os pais em uma fazenda, é casada e o marido está longe, na guerra. A falta de tato social da personagem até nos causa uma estranheza em relação a essa informação, pois é difícil imaginar ela desenvolvendo um romance com alguém.

A relação com os pais não é nada boa e é como se ela vivesse em uma prisão comandada pela mãe, já que o pai está doente e incapacitado de fazer qualquer coisa sozinho.

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O filme acontece em volta do sonho de Pearl de ser uma estrela de Hollywood, que estava bem no começo, lá na década de 1910. A jovem, que trabalha na fazenda, se cansou de apenas admirar as atrizes que via no cinema e decidiu praticar para uma audição de um musical. Além de não ter talento e ser naturalmente assustadora, a aspirante a atriz precisa lidar com a cunhada, que tem o mesmo desejo.

A psicopatia da personagem é transparecida do começo ao fim da atuação da Mia Goth, seja pelos trejeitos ou pelos momentos esquisitos que vemos no filme, mas levados a sério por ela, como a simulação de sexo com um espantalho. Mas é quando a negativa da audição surge que as coisas começam a ficar graves e Goth mostra para o que veio.

O horror

O longa traz cenas “gore” desde o começo, mas é na segunda metade que as coisas começam a ficar ainda mais estranhas. Ti West consegue nos deixar nervosos trazendo cenas de horror que acontecem no escuro ou em plena luz do dia, causando aquela ansiedade de roer as unhas só de termos certeza de que o que está por vir não é nada legal.

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A caracterização com tons mais coloridos e cenários de fazenda que trazem paz, e até lembram de A Noviça Rebelde, contrastam perfeitamente com o slasher a cada vez que o sangue é derramado. Mas o terror também está em cada palavra e atitude da protagonista, que surpreende em diversos momentos, como um monólogo assustador e sem cortes visto nos momentos finais do filme.

Pearl acaba descobrindo que a indústria do cinema também conta com a pornografia, e essa descoberta é crucial para a relação da trama com X: A Marca da Morte, que acontece mais de 60 anos depois de Pearl. Mia Goth entrega o seu melhor em duas personagens nos dois filmes, sendo Pearl na versão jovem e depois bem mais velha, e Maxine, que ainda vai ter mais destaque em um terceiro filme.

A trilogia se encerra com MaXXXine, que vai acompanhar a personagem que sobreviveu aos ataques de Pearl, em uma aventura no cinema adulto de Hollywood. O longa, também de Ti West, ainda não tem data de lançamento.

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