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Crítica O Estrangulador de Boston | Bem roteirizado, filme não apaga o feminismo

Por| Editado por Jones Oliveira | 16 de Março de 2023 às 15h00

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Reprodução/ 20th Century Studios
Reprodução/ 20th Century Studios

Quem gosta de filmes de true crime agora tem mais uma opção para assistir. Trata-se do longa O Estrangulador de Boston, que estreia exclusivamente no Star+ nesta sexta-feira, 17 de março. Dirigido por Matt Ruskin (Booster), o longa soube conduzir bem a trama e acertou na forma de contar a história real de um dos maiores assassinos em série dos Estados Unidos.

Ambientado na década de 1960, o filme começa mostrando um homem misterioso matando uma mulher. Ele a estrangula e depois usa da meia-calça dela para fazer um laço em seu pescoço, como se a estivesse embrulhando para presente.

Após essa cena, somos levados a alguns anos antes, quando conhecemos Loretta McLaughlin, uma jornalista que tenta a todo custo pegar matérias mais relevantes e sair da editoria de casa e bem-estar — o único caderno do jornal dedicado às mulheres.

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Vivida brilhantemente pela atriz Keira Knightley (Simplesmente Amor), a personagem se mostra determinada a fazer o que for preciso para driblar o machismo da época. E aqui está um dos grandes acertos do filme: ele não apaga a misoginia da década, mas consegue dar às protagonistas o destaque que elas merecem.

Loretta é esperta e logo começa a perceber que existe alguma relação entre os assassinatos de mulheres que estão acontecendo em Boston. Ela pede permissão para seu chefe para poder investigá-los, mas o homem, relutante, só a autoriza se ela trabalhar junto à Jean Cole (Carrie Coon), uma jornalista mais experiente no assunto.

Assim, surge uma das melhores parcerias em cena. As duas atrizes mostram que têm química e trabalham bem em conjunto. Juntas, elas vão pouco a pouco puxando os fios para desvendar os mistérios e se tornam as primeiras repórteres a publicar a matéria. O que, claro, rende dinheiro ao jornal, mas poucos elogios da chefia… afinal, são mulheres.

Mistério crescente

Outro ponto interessante de O Estrangulador de Boston é que o mistério e o suspense vão aumentando conforme as investigações das jornalistas avançam. Quando pensamos ter descoberto o principal suspeito, a trama toma outro rumo e nos mostra que há ainda mais coisas a serem desvendadas.

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Sem estragar a surpresa para o público, o que se pode dizer é que, ao final, descobrimos que não se trata apenas de um único estrangulador de Boston, o Albert DeSalvo, a qual os crimes foram atribuídos, e sim vários.

Machismo também mata

Além do machismo ter sido retratado dentro das redações jornalísticas, ele também foi mostrado nas delegacias de polícia. Isso porque os policiais de Boston não tinham muito interesse em investigar os casos, uma vez que as vítimas eram mulheres.

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Além disso, os maridos de Jean e Loretta — especialmente o de Loretta — não concordavam muito com o fato de elas deixarem os filhos em casa para irem trabalhar, ainda que eles fizessem a mesma coisa.

Fotografia e figurino ajudam a contar a história

Os figurinos de O Estrangulador de Boston ajudam a contar a história e situar o espectador na década de 1960. Abusando de sobretudos para espantar o frio, as mulheres aparecem sempre elegantes em cena, sem deixar de lado o cigarro, companheiro comum da maioria das pessoas que viveram naquela época.

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A fotografia em tons frios também ajuda a dar o ar de mistério que o filme exige, mas pode parecer um pouco cansativa e tornar a trama impessoal.

Vale a pena assistir O Estrangulador de Boston?

Com um enredo interessante e baseado em fatos reais, O Estrangulador de Boston consegue contar a história sem torná-la apelativa ou cair nos clichês. A atuação das protagonistas agrada, assim como do restante do elenco, composto por Alessandro Nivola, Rory Cochrane, Peter Gerety, Robert John Burke.

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Quem é fã de true crime (e até quem não é) tem grandes chances de gostar do filme. Lembrando que O Estrangulador de Boston estreia exclusivamente no Star+.