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O céu não é o limite! | Tempestades solares, auroras, planeta de ferro e +

Por| Editado por Patricia Gnipper | 23 de Setembro de 2023 às 20h00

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NASA/SOHO/surangaw/Envato
NASA/SOHO/surangaw/Envato

Esta foi uma semana agitada no espaço. Após alguns dias tranquilos, tempestades solares atingiram nosso planeta, chegando antes do que os cientistas haviam previsto. Felizmente, elas não causaram problemas em sistemas de comunicação e ainda renderam belas auroras boreais.

Outros destaques da semana trazem uma cratera de impacto encontrada no topo de uma montanha na China, novos testes realizados pela SpaceX em preparação para pousar na Lua nos próximos anos e muito mais.

Abaixo, você encontra resumos destes e de outras notícias de destaque na semana.

Tempestades solares surpreendem cientistas

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O Sol liberou algumas ejeções de massa coronal no último fim de semana, e o esperado era que as partículas delas alcançassem nosso planeta na terça-feira (19). Entretanto, a tempestade geomagnética causada pelo evento se antecipou, e alcançou a Terra na segunda-feira (18).

Chamamos de tempestades geomagnéticas as perturbações na magnetosfera terrestre, causadas pelas interações entre o vento solar e o espaço próximo da Terra. Estas tempestades podem causar belas auroras boreais e causar erros em sistemas de comunicação, GPS e outros.

Auroras boreais na Europa e na América do Norte

Pois é, a tempestade solar do início da semana proporcionou um espetáculo nos céus do hemisfério norte. Observadores em regiões como os Estados Unidos, Canadá, Irlanda e outras tiraram fotos incríveis das auroras boreais, formadas pelas interações entre as partículas do Sol e os gases da atmosfera da Terra.

“Assim que o Sol se pôs, pude ver auroras dançando no céu no crepúsculo”, descreveu Jeroen Daniels, que acompanhou o fenômeno. Como o Sol está seguindo ao momento de maior atividade em seu ciclo, eventos do tipo devem acontecer com mais frequência.

Origem do carbono na lua Europa

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O telescópio James Webb revelou que o dióxido de carbono encontrado em Europa, uma das luas de Júpiter, provavelmente veio do oceano sob sua crosta congelada. Os cientistas já sabiam que o composto existia por lá, mas ainda faltava descobrir se veio do oceano ou do impacro de algum meteorito.

Os novos dados mostraram que o dióxido de carbono é mais presente em Tara Regio, região em Europa considerada geologicamente jovem. Estas descobertas são animadoras, e podem ajudar a direcionar os futuros estudos das sondas robóticas enviadas a Júpiter e suas luas.

Cratera encontrada no topo de montanha

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Cientistas notaram algo estranho na montanha Baijifeng, na China: o topo dela tem uma depressão circular e é dividido em duas partes, repletas de fragmentos rochosos. Ao coletar amostras do local para estudar suas origens, eles descobriram que, na verdade, o relevo ali indica uma cratera formada pelo impacto de algum objeto espacial.

A cratera tem 1,4 km de diâmetro, e parece ter sido formada por um impacto ocorrido entre 150 e 172 milhões de anos atrás. Esta é a primeira cratera do tipo já confirmada no topo de uma montanha.

SpaceX faz testes para pouso na Lua

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Enquanto a SpaceX se prepara para criar os veículos e recursos necessários para levar novos humanos à Lua, a empresa realizou testes com motores Raptor. O componente foi acionado em condições que imitam aquelas que seriam encontradas em uma missão no espaço, e simulou também um pouso na Lua.

A NASA explicou que testes como esse são importantes para a validação dos sistemas necessários para a missão. Segundo a agência espacial, os motores Raptor vão ser usados no próximo teste de voo do Starship.

Exoplaneta de ferro tem anos curtos

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O exoplaneta Gliese 367 b já é conhecido pelos cientistas há alguns anos. Trata-se de um mundo para lá de intrigante: ele leva apenas 7,7 horas para orbitar sua estrela e é quase duas vezes mais denso que a Terra, o que sugere que sua estrutura pode ser quase toda de ferro.

Estas características chamaram a atenção de cientistas, que investigaram as origens de Gliese 367 b e chegaram a algumas possíveis explicações: ele pode ser o núcleo de algum planeta gasoso que perdeu suas camadas, mas também é possível que seja simplesmente um planeta que perdeu suas camadas graças a colisões.