O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (21/01/2020)

Por Patrícia Gnipper | 21 de Janeiro de 2020 às 22h25
ESA/DLR/FU Berlin

E aí, está por dentro do que rolou de mais interessante no "mundão" da ciência na última semana? Se a resposta for "não", seus problemas acabaram: aqui está mais um resumo com as principais notícias científicas que estamparam o noticiário nos últimos dias!

Encontrada cratera de impacto de quas 800 mil anos

Há 790 mil anos, nosso planeta foi atingido por um objeto espacial cujo impacto foi tão intenso que 10% da Terra foi recoberto por detritos rochosos pretos e brilhantes (tectitos). Mas, até hoje, ninguém havia ainda encontrado a cratera de tal colisão — até hoje, pois essa cratera acaba de ser localizada no sul do Laos.

Esses tectitos já haviam sido encontrados espalhados desde a Indochina até o leste da Antártica e chegando aos oceanos Índico e Pacífico ocidental, e a busca de mais de um século pela cratera do impacto chega ao fim. A cratera no sul do Laos ficou escondida esse tempo todo sob um campo de lava vulcânica resfriada que tem cerca de 5 mil quilômetros quadrados, e a cratera agora localizada tem cerca de 13 km de largura, além de 17 km de comprimento.

Água restante em Marte pode sumir mais cedo do que pensávamos

Cratera Korolev em Marte, onde há água congelada (Foto: ESA)

Sim, ainda existem reservatórios de água em Marte, em especial nas calotas polares, com essa água permanecendo congelada nos dias de hoje. Contudo, um estudo indica que essa água preciosa pode desaparecer mais rapidamente do que a ciência previa — e, se a pesquisa estiver correta, significa que o planeta pode ter perdido seus oceanos antigos de forma muito mais veloz do que se imaginava.

Hoje, há menos de 10% da água que já existiu no Planeta Vermelho e, de acordo com as estações do ano marciano, parte dessa água congelada é sazonalmente liberada em forma de vapor. Então, essa água alcança a atmosfera superior, onde a radiação ultravioleta do Sol acaba dividindo suas moléculas, formando hidrogênio e oxigênio. E o hidrogênio acaba flutuando para o espaço, já que a gravidade de Marte é fraca demais para segurá-lo, o que acaba fazendo com que o ciclo da água não seja continuado para mantê-la na superfície.

Nova turma de astronautas é formada pela NASA

Novos astronautas formados pela NASA em 2020 (Foto: NASA)

11 novos astronautas foram formados pela NASA e, neste grupo, provavelmente estão aqueles que serão enviados à Lua a partir de 2024, bem como a Marte na década de 2030. Mas, antes disso, eles deverão realizar missões na Estação Espacial Internacional.

A seleta turma foi escolhida entre mais de 18 mil candidatos e passou mais de dois anos em treinamento, sendo os primeiros astronautas formados desde o anúncio do programa lunar Artemis. Incluindo os recém formados, a agência espacial agora tem oficialmente 48 astronautas ativos, mas esse número pode aumentar ainda mais em breve, pois a NASA está pensando em abrir um novo processo seletivo ainda em 2020.

Criados híbridos entre robôs e seres vivos

Criados em laboratório, biobots podem se movimentar (Gif: Sam Kriegman e Josh Bongard/ UVM)

Nem robô, nem animal: estamos falando dos chamados biobots, seres criados como uma mistura de ambos, feitos de células da pele e do coração de sapos, porém programados por computador. A ideia é que esses novos seres sejam úteis em aplicações médicas, como a detecção precoce de tumores e a liberação inteligente de medicamentos dentro do organismo humano.

Vírus misterioso vindo da China já causa mortes

Uma doença misteriosa já atingiu centenas de pessoas e já há até o registro de mortes, com origem na China porém com casos já confirmados no Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Austrália e Estados Unidos.

O vírus misterioso, que pode ser uma mutação do coronavírus, causa problemas pulmonares graves, incluindo pneumonia, além de febre alta e tosse. Ele fica na mesma "família" da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), duas doenças que mataram centenas de pessoas durante seus respectivos surtos. Vale lembrar que a SARS também começou na China e se espalhou até os Estados Unidos e o Canadá, causando mais de 700 mortes durante a epidemia de 2003.

Especula-se que já seriam mais de 1,7 mil infectados pelo vírus misterioso que foi chamado de 2019-nCoV, e a China confirmou que ele é, sim, transmitido entre as pessoas. Ainda não há casos registrados no Brasil, mas a Anvisa já começará a orientar viajantes em portos e aeroportos para que tomem medidas preventivas e, assim, evitem qualquer contágio.

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