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Mosquito voa na chuva? Entenda se isso é possível

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  |  • 

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Mike Norris/Unsplash
Mike Norris/Unsplash

O mosquito voa na chuva? Apesar de uma gota representar cerca de 50 vezes o peso do inseto, voar nessas condições é possível! Em estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores concluíram que os mosquitos recebem forças de baixo impacto das gotas, porque a massa deles faz com que as gotas percam impulso.

Para estudar como os mosquitos voam na chuva, a equipe construiu uma arena de voo composta por uma pequena gaiola de acrílico coberta com tela para conter os mosquitos, mas permitir a entrada de gotas de água. Eles usaram alguns jatos para simular a velocidade da corrente de chuva e observaram seis mosquitos voando na correnteza. Todos sobreviveram à colisão.

A informação surpreendeu a comunidade científica, na época, porque a discrepância de tamanho e peso é o equivalente a um ser humano sendo atingido por um carro, por exemplo.

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No estudo, os cientistas chegaram a informar que a força da colisão deve ser igual à resistência aplicada pelo inseto. Na prática, os mosquitos não demonstram nenhuma resistência, e por estarem em pleno ar, simplesmente vão com o fluxo.

Outra razão para sobreviver à chuva é o exoesqueleto dos mosquitos, que é forte o bastante para deslocar uma parte do impacto. Segundo os pesquisadores, para sobreviver, o mosquito deve eventualmente se separar da frente da gota.

Para isso, utiliza as longas pernas e asas, cujas forças de arrasto atuam para girar o mosquito para fora do ponto de contato. Caso contrário, o inseto seria jogado no chão na velocidade de uma gota de chuva.

Mosquito escolhe quem vai picar

Você já reparou que algumas pessoas atraem mosquitos mais do que outras? Isso acontece por causa dos ácidos carboxílicos da pele. Segundo um artigo publicado na revista Cell, as pessoas com níveis mais altos desses ácidos atraem mais mosquitos. O tal ácido é produzido através do sebo da nossa pele, e em grandes quantidades, acaba gerando um odor específico capaz de atrair mosquitos que estão em busca de sangue humano.

Em outro estudo, também foi possível chegar à conclusão de que o cheiro de cecê pode ser atraente aos mosquitos (mais do que se pensava). Na ocasião, equipe identificou diferentes misturas dos mesmos 40 produtos químicos no odor de todos os seis humanos. A mistura de cada pessoa pode ser afetada pela dieta, doenças como diabetes, secreções da pele, hormônios, colonização por micróbios e emissões respiratórias, entre outros fatores.

Em outra pesquisa, cientistas descobriram que, enquanto a maioria dos animais tem um conjunto específico de neurônios que detectam cada tipo de odor, o mosquito pode captar cheiros por várias vias diferentes. É por isso que, em alguns casos, ele volta mesmo quando se passa repelente.

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Fonte: Proceedings of the National Academy of SciencesHealthline, Neuroscience, Nature Human Behaviour, Sci News, Science Daily