Humanos teriam chegado às Américas 15 mil anos antes do que se pensava

Humanos teriam chegado às Américas 15 mil anos antes do que se pensava

Por Natalie Rosa | Editado por Patrícia Gnipper | 09 de Junho de 2021 às 18h40
Wirestock/Freepik

Parece que os seres humanos chegaram ao continente americano muito antes do que imaginávamos, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Cambridge. Para chegar a essa resposta, Andrew Somerville, principal autor da pesquisa, conta que ele e sua equipe realizaram uma análise radiocarbônica de ossos de animais encontrados em camadas profundas de poeira, pedras, carvão e plantas em decomposição na caverna Coxcatlan, no Vale Tehuacán, México.

A análise encontrou registros da domesticação do milho e do nascimento da agricultura, sendo também um dos registros mais antigos da existência de seres humanos nas Américas. O material analisado foi datado entre 28 mil a 31 milhões de anos atrás, refutando o conhecimento de que os humanos chegaram até lá há "somente" 14 mil anos, pelo continente que conectava o Alasca e a Sibéria — que hoje está inundado.

Imagem: Reprodução/Andrew Somerville

Somerville conta que o objetivo do estudo não era encontrar essas datas antigas, mas sim investigar a história da agricultura na região. Porém, a equipe conta que as técnicas de datação por carbono os levaram a resultados contraditórios, fazendo com que optassem por usar uma tecnologia mais recente. A escavação da caverna foi feita há exatos 60 anos, mas o material coletado ficou guardado em caixas por décadas. 

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"Nós percebemos que ninguém nunca havia datado as camadas inferiores [da caverna]. Esperávamos que seria semelhante ao que a primeira escavação sugeria, que era de 12 mil anos atrás. Porém, ficamos muito surpresos: era cerca de 20 mil anos mais antiga do que estávamos esperando", conta Somerville.

A próxima tarefa dos cientistas é analisar os ossos encontrados ali para, talvez, detectar marcas de cortes e outros procedimentos que podem ter sido feitos para a alimentação com esses animais. O estudo está disponível para consulta online.

 

Fonte: Popular Science

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