Publicidade

Evidências da primeira extinção em massa na Terra são encontradas

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

Compartilhe:
Imagem: Masahiro Miyasaka/Wikimedia Commons
Imagem: Masahiro Miyasaka/Wikimedia Commons

Desde o período conhecido como explosão cambriana – cerca de 538 milhões de anos atrás, quando a maioria dos grupos animais que conhecemos surgiu – cinco grandes extinções em massa atingiram a Terra. Agora, cientistas descobriram um destes eventos há ainda mais tempo, durante o Ediacarano, cerca de 12 milhões de anos antes.

Continua após a publicidade

Até hoje certas espécies do fundo do mar podem parecer de outro mundo aos olhos humanos. Neste período, porém, formas de vida como esponjas e águas-vivas eram as espécies predominantes. Biólogos da faculdade Virginia Tech, nos Estados Unidos, encontraram raros fósseis destes animais.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

O material mole dos corpos destes seres, como os poríferos e os cnidários, não se fossilizam tão bem. Antes desta descoberta, os cientistas achavam que este era o motivo da escassez de fósseis desse período, mas a história agora parece ser outra.

O que aconteceu no Ediacarano?

O Ediacarano foi dividido em três estágios: Avalon (575 a 560 milhões de anos atrás), Mar Branco (560 a 550 milhões de anos atrás) e Nama (550 a 539 milhões de anos atrás. Entre os dois primeiros, houve uma grande mudança em certos aspectos como a alimentação e a locomoção dos animais.

Foram surgindo mais seres móveis em comparação aos anteriores, predominantemente estáticos como as esponjas e as hidras. A alimentação destes também era diferente, ativamente comendo os micróbios no fundo do mar em oposição à filtração da água feita pelas criaturas anteriores.

Na transição para a fase conhecida como Nama, porém, 80% das espécies existentes foram extintas, sem distinção entre mobilidade e alimentação. Segundo os cientistas, era de se esperar que, se fosse uma questão de adaptação, haveria um período de sobreposição dos fósseis dos dois grupos e uma gradual substituição. Não é esse o comportamento observado.

No artigo publicado no periódico PNAS, os cientistas descrevem que o declínio na biodiversidade no período é tão grande quanto as cinco extinções em massa após a explosão do cambriano.

O que causou a extinção?

Continua após a publicidade

Mas o que teria causado o desaparecimento de 80% da vida na época? A hipótese dos cientistas apontam para uma diminuição grande diminuição na disponibilidade de oxigênio no oceano.

As espécies que sobreviveram a esta transição foram, em sua maioria, organismos maiores cujas estruturas se assemelhavam a folhas. Devido a uma maior área superficial, eles foram capazes de executar as trocas gasosas com o ambiente de forma mais eficiente.

A hipótese é corroborada por estudos geoquímicos publicados em 2018, que indicam um período de anoxia (falta de oxigênio) acentuada no fundo do oceano no final do Ediacarano.

Continua após a publicidade