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5 sentidos que os animais possuem, mas os humanos não

Por| Editado por Luciana Zaramela | 25 de Junho de 2022 às 08h00

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 cookelma/envato
cookelma/envato

Já sabemos que o ser humano pode ter mais de cinco sentidos, segundo neurocientistas, mas isso não chega nem perto da capacidade de alguns animais. Acontece que a natureza está muito além da visão, audição, olfato, paladar e tato, e as habilidades de determinados seres vivos parecem até tiradas de um filme de ficção científica.

Detecção de nutrientes

Já pensou se pudéssemos detectar os nutrientes antes de consumir algum alimento? É exatamente isso o que faz o tico-tico-de-coroa-branca: essa espécie de pássaro consegue sentir se sua comida tem ou não os nutrientes que seu corpo precisa, e dá prioridade a alimentos que contenham aminoácidos.

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Sensor de campo magnético

Alguns animais, como as tartarugas marinhas, possuem um sensor de campo magnético que fornece a capacidade de retornar à praia onde nasceram. Em 2020, um estudo publicado na revista cientíica The Royal Society Publishing apontou que esse sentido vem de uma relação simbiótica com bactérias magnetotáticas.

Trata-se de um tipo especial de bactérias cujo movimento é influenciado por campos magnéticos. Assim, além das tartarugas marinhas, alguns pássaros, peixes e lagostas também contam com essa habilidade. Os pesquisadores ainda não sabem em que partes dos animais vivem essas bactérias magnetotáticas, mas pode ser que elas estejam associadas ao tecido nervoso, como o olho ou o cérebro.

Detecção de campos elétricos

Imagine ter uma audição sobre-humana: não há diferença entre os movimentos mais silenciosos e os mais altos, e todos eles soam bem claros aos seus ouvidos. De acordo com um estudo financiado pelo National Institutes of Health, pode ser assim que o órgão eletrossensor de um tubarão reage quando detecta pequenos campos elétricos emanados de presas próximas.

Segundo o artigo, os tubarões captam correntes nanoscópicas enquanto nadam, e esse órgão eletrossensor de um tubarão está sintonizado para reagir a qualquer uma dessas mudanças de maneira repentina. Enquanto os tubarões parecem usar campos elétricos estritamente para localizar presas, outras espécies (como arraias) usam para encontrar comida, amigos e companheiros.

Tetracromatia

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A ciência já desvendou como o cérebro humano processa as cores: inicialmente pelas informações elétricas que recebe da retina, que tem receptores para cada onda de cor, e são três tipos fundamentais desses receptores: amarelo, azul e vermelho, também consideradas cores primárias, ou seja, geram todas as outras cores conhecidas.

Para cada uma dessas cores há uma célula que tem um receptor do comprimento específico da onda, que transforma os estímulos luminosos em estímulos elétricos. Estes, por sua vez, são transmitidos através dos nervos ópticos, que ficam atrás do globo ocular, até o lobo occipital, a região posterior do cérebro. Até aí, tudo bem.

Considere, agora, quatro vezes esse potencial: essa é a visão de cores que possui o tentilhão-zebra-australiano, uma espécie de pássaro digna de admiração da comunidade científica.

Detecção de dióxido de carbono

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No início do mês, pesquisadores da University of Washington reforçaram que mosquitos dão preferência a tons avermelhados na hora de procurar sangue humano para beber — e, para isso, usam sensores de dióxido de carbono, que conseguem identificar a até 30 metros de distância.

Logo, mosquitos também possuem sentidos que vão além do alcance dos humanos: contam com órgãos sensoriais para encontrar vítimas, seguindo os sutis rastros químicos deixados para trás. Quando expiramos, o dióxido de carbono de nossos pulmões não se mistura imediatamente com o ar. Os mosquitos começam a se orientar para o dióxido de carbono e continuam voando contra o vento, pois sentem concentrações mais altas do que o ar ambiente normal contém.

Fonte: The Royal Society Publishing, Phys.org, National Institutes of Health