Xiaomi dá importante passo em sua divisão de carros elétricos

Xiaomi dá importante passo em sua divisão de carros elétricos

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 21 de Agosto de 2021 às 08h30
Divulgação / Xiaomi

A Xiaomi anunciou há alguns meses que teria uma linha própria de carros elétricos, com investimento de US$ 10 bilhões para os próximos anos. Mas isso não deve parar por aí. A gigante chinesa estaria negociando a compra de parte da divisão de veículos da China Evergrande, uma importante empresa local que passa por dificuldades financeiras e já recebeu avisos do governo para liquidar suas dívidas.

Segundo informações apuradas pela Reuters, a Xiaomi compraria uma parte da divisão de veículos elétricos da Evergrande, tornando o seu próprio setor mais forte e robusto para o desenvolvimento de novos produtos do tipo. Apesar de as fontes da agência de notícias dizerem que as negociações estão em estágio inicial, a Evergrande tem pressa para angariar recursos, já que seu carro-chefe, que são os negócios imobiliários, está em forte queda.

Como isso beneficia a Xiaomi?

A China Evergrande tem uma robusta divisão de carros elétricos sob a marca Hengchi, famosa no país asiático. No início do ano, a empresa anunciou nove modelos durante o Salão do Automóvel de Xangai e eles começariam a ser entregues em 2022. Com a crise financeira, a empresa teve de começar a correr atrás de investidores e vender ativos para poder saldar suas dívidas, incluindo parte de seu setor imobiliário, que corre o risco de entrar em uma bolha em âmbito nacional.

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Possível modelo de carro elétrico da Xiaomi (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

Ao comprar parte da divisão de automóveis elétricos, a Xiaomi poderia usufruir de todo o aparato mercadológico da Evergrande para alavancar seu próprio negócio de carro elétrico. Segundo a Reuters, a porcentagem seria de 2,66%, com preço estimado em US$ 1,36 bilhão — pouco, se levarmos em conta o poderio financeiro da gigante da tecnologia.

O negócio, além de estar em fase inicial, depende da aprovação de reguladores estatais. Mas, com a crise envolvendo a Evergrande e o próprio aviso de Pequim para que as dívidas fossem liquidadas, devemos ter o negócio fechado em breve.

Fonte: Reuters

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