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Por que o Chevrolet Agile saiu de linha no Brasil?

Por| Editado por Jones Oliveira | 10 de Julho de 2023 às 10h30

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Divulgação/ General Motors
Divulgação/ General Motors

Lançado em 2009, o Chevrolet Agile foi um hatch que chegou ao Brasil para competir em uma categoria ainda incipiente no mercado nacional: a de compactos premium. A ideia da General Motors era de dar uma chacoalhada no mercado e tentar melhorar sua imagem no país, um pouco arranhada depois da crise que a matriz norte-americana passou.

Nesse mesmo ano da chegada do Agile, a GM passava por uma de suas maiores mazelas: uma quase falência que veio na esteira da grande crise econômica dos EUA, iniciada em 2008. Para mudar esse cenário, a empresa passou por uma completa reformulação e decidiu lançar carros mais globais, aproveitando-se de plataformas únicas e nomes mais conhecidos em outros mercados. O Agile foi, digamos, uma transição.

O Agile foi feito na mesma plataforma do antigo Corsa, herdando motor e alguns componentes, mas com um desenho completamente novo, com suspensão mais elevada, conjunto de equipamentos acima do padrão da categoria e uma dirigibilidade que visava o conforto.

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Em 2014, após vender 347.054 unidades, o hatch saiu de linha e foi completamente dominado por outro hatch, da mesma empresa, e que depois viria a se tornar o carro mais vendido da GM aqui no Brasil: o Chevrolet Onix.

Porque o Agile saiu de linha no Brasil?

Para um carro ficar somente cinco anos no mercado é porque algo de muito errado aconteceu, certo? Bem, no caso do Agile, não foi bem assim. O produto tinha uma mecânica confiável, equipado com o motor 1.4 EconoFlex de 102cv e 13,5 kgf/m de torque, seja com câmbio manual, seja com o famigerado e ruim Easytronic.

Mas, por ter sido feito sobre a plataforma do antigo Corsa, a confiabilidade não bastou. Tentando surfar na onda de carros mais altinhos, como o Ford Ecosport e o Fiat Idea, a GM tentou tornar o Agile um compacto com pegada de monovolume e falhou nesse aspecto, já que, apesar de confortável, essa adaptação o tornou desengonçado.

Para completar, o Onix, lançado em 2012, estava indo muito bem nas vendas e ajudou a GM a se recuperar economicamente, chegando no patamar de hoje. Muito mais bem aceito pelo público, o Onix vendia até 10 vezes mais do que o Agile em seu ano de despedida, 2014.

O que o Chevrolet Agile tinha de bom?

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O Agile era um carro bem equipado para a sua categoria na época do lançamento. Nas versões mais caras, era possível equipá-lo, por exemplo, com ar condicionado digital, piloto automático, rádio com Bluetooth, freios ABS e airbags frontais. Isso sem falar no acabamento, melhor do que a própria GM costumava fazer em outros modelos.

Além disso, como citamos, o motor 1.4 dava conta do recado e era muito confiável. Entretanto, a idade do projeto e as novas normas de emissão de poluentes tornaram a vida do Agile com esse motor inviável. Não compensaria para a montadora renovar a linha inteira, sendo que o Onix já nadava de braçada.

O desempenho, mesmo com os problemas de dirigibilidade, era bom. As acelerações eram bem interessantes e a vida urbana com esse modelo agradava. Na estrada, as coisas mudavam um pouco de figura, já que a estabilidade não era das melhores.

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O espaço interno, apesar de ser um compacto, era muito bom, semelhante ao Onix de primeira geração. Mas era mais comum o Agile ser um carro de casais ou pessoas solteiras mais jovens, já que seu estilo atraia mais esse tipo de público.

Fato é que o Agile, apesar de ser um carro legal, não resistiu à concorrência interna e, por ter sido um projeto feito nas pressas, teve sua vida muito curta em função da rápida modernização e demanda do mercado, que pedia por carros mais eficientes.